Essa rede tem o objetivo de dar maior suporte para apuração criminal e para identificação de pessoas desaparecidas. Por meio desse banco de dados, já foi possível à
Polícia Federal descobrir, por exemplo, que um suspeito, em Pernambuco, cometeu outros crimes gravíssimos em São Paulo.
Os presos, que têm o DNA coletado, foram condenados por crimes hediondos, como homicídio, tráfico internacional de armas e outros, ou por crime doloso e violento contra a pessoa. A intenção é justamente facilitar investigações que possam ultrapassar as divisas estaduais.
Além dos dados dos condenados, o Espírito Santo disponibiliza nesta rede 219 vestígios genéticos de locais de crimes, 46 de restos mortais não identificados, cinco de referências de pessoas desaparecidas e três de outros.
A presença de material genético de
pessoas desaparecidas é importante, porque outra utilização primordial dos bancos de perfis de DNA dessa rede é para identificar quem sumiu. Assim sendo, materiais de restos mortais não identificados, bem como de pessoas de identidade desconhecida, são confrontados com perfis de familiares ou de referência direta do desaparecido, tais como escova de dente ou roupa íntima. Tudo isso para tentar encontrar respostas de casos cujas peças do quebra-cabeça não se encaixam.