Mas, diferentemente da Maranata, que definiu em sete dias, inicialmente, o período de paralisação, a IBPC decidiu não marcar uma data para a volta das atividades religiosas.
“Com o agravamento da pandemia no Estado, decidimos novamente interromper as atividades, como um bom exemplo para a sociedade. Claro que seria melhor o trabalho presencial da igreja, mas a gente também pode exercer nossa fé de forma on-line”, explicou o pastor Usiel Carneiro.
Para ele, a medida é um sinal de respeito à sociedade: “Vamos fazer isso em respeito às autoridades, aos profissionais da saúde, às famílias que têm perdido pessoas. Por causa disso, decidimos suspender [as atividades] e manteremos assim até que tenhamos um vislumbre, uma perspectiva de maior controle dessa pandemia, de maneira que não tenhamos o risco que estamos neste momento”.
Em janeiro último, a IBPC teve mais um encontro presencial e resolveu retomar as atividades presenciais neste mês de março, com a perspectiva da chegada das vacinas contra a Covid-19.
O pastor Usiel diz que a igreja tinha previsto que a pandemia perderia força, chegou a promover um encontro presencial no começo deste mês, mas teve que recuar novamente diante do agravamento da crise sanitária.
A Igreja Católica, por sua vez, não chegou a suspender as atividades litúrgicas. Dom Dario orientou a área pastoral de Vila Velha e Serra, cidades com alto risco para Covid, que realizem celebrações com número restrito de fiéis, que as cerimônias sejam mais curtas e que sejam reforçadas as ações de higienização e distanciamento social.
Na manhã desta segunda-feira (15), segundo o governador Renato Casagrande (PSB),
a ocupação de leitos para Covid no ES chegou a 90%, índice definido pelo governo para a adoção de medidas mais drásticas de combate à pandemia. O governador disse também que fará reuniões com representantes de prefeituras, Poderes e segmentos para adotar medidas em conjunto.