"MAX É DOIDO OU ESTÁ CERTO?"
Eram dias tensos e de muita expectativa para a tão sonhada inauguração da Terceira Ponte, a moderna ligação entre Vitória e Vila Velha, já saturada nas outras duas pontes existentes. Era o assunto do momento em todo o Espírito Santo.
Um grande executivo do governo Max já confidenciava a um jornalista que a data, sim, estava marcada e que nada poderia impedir a inauguração da gigantesca obra.
"Mas a obra será inaugurada mesmo?", insistiu o desconfiado jornalista no corredor da emissora, diante dos sucessivos adiamentos. "Só não será se Max for doido", respondeu o otimista assessor do governador.
Um dos pontos mais polêmicos da obra e que exigiu, com o perdão do trocadilho, uma complexa engenharia econômico-financeira, foi a criação do pedágio, instrumento que viabilizou a arrastada conclusão da Terceira Ponte e que até então era um mecanismo de cobrança estranho ao povo capixaba.
No dia seguinte à conversa entre o jornalista e o executivo do governo do Estado, ficou-se sabendo que a data prevista para a inauguração tinha sido adiada mais uma vez. O motivo alegado para o inesperado recuo: "não estava do jeito que o governador Max Mauro queria".
Nesse mesmo dia, o jornalista, resignado com mais um adiamento, perguntou a um conhecido dele que era engenheiro da empreiteira responsável, se "Max é doido ou está certo" por mais uma vez ter postergado a inauguração da Terceira Ponte.
O interlocutor, mesmo sendo funcionário da empresa remunerada para concluir a obra e que iria receber os recursos do pedágio, respondeu de forma muito honesta: "Max está certo. Quem dera se todos os homens públicos fossem iguais a ele. Não haveria tanta corrupção neste país".
Este é (foi) Max Mauro.