Novembro foi o mês do ano com menos homicídios no
Espírito Santo. Foram registrados 74 crimes. O resultado é melhor que o do ano passado, quando aconteceram 98 assassinatos. Uma redução de 24,49% das ocorrências entre estes mesmos períodos do ano. Além disso, é o desempenho mais destacado no intervalo de novembros, entre 2016 e 2020.
Com esse resultado, houve um freio na
escalada da violência no Espírito Santo. Em outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda de homicídios estava no patamar de 1,73% (907 contra 923). Agora, é da ordem de 3,92% (981 contra 1.021).
A primeira quinzena foi o alicerce para um período menos sangrento, como deseja a sociedade. Foram contabilizados 23 assassinatos, o que dá uma média de 1,53 crime a cada 24 horas.
Entretanto, na segunda metade do mês foi aceso o sinal de alerta. Aconteceram 51 homicídios dolosos, estando, assim, configurada a média de 3,4 mortes violentas por dia. Inclusive, o dia mais violento do ano foi na segunda metade do mês: 25 de novembro, com oito ocorrências.
Fatalmente, o ano terminará, pelo segundo ano consecutivo, com mais de 1 mil assassinatos. Entretanto, a tendência será de redução de crimes na comparação com 2020. Dezembro costuma ser um momento decisivo. Não é à toa que acontecem operações, como a Verão, no reforço da segurança. Além disso, a cúpula da
Secretaria de Estado da Segurança Pública conta com a chegada de novos servidores nas Polícias Civil e Militar.
A
Região Metropolitana da Grande Vitória apresenta redução de 15,49% no índice de homicídios. No ano passado, no mesmo período, aconteceram 568 assassinatos, ante 480 deste ano. Vitória é o ponto fora da curva, na atual conjuntura, embora haja um “empate técnico”.
A Capital acumula 62 homicídios contra 61 do intervalo semelhante de 2020. Por sinal, Vitória teve sete assassinatos no mês que se passou. Trata-se de um valor que é o somatório de setembro e outubro (setembro teve quatro ocorrências e, outubro, três).
As demais cidades têm apresentado redução de crimes contra a vida. Em Vila Velha, a queda é de 11,27% (126 contra 142) e, na Serra, essa retração é de 16,11% (125 contra 149). A maior diminuição registrada está em Cariacica. A cidade acumula menos 23,67% casos de mortes violentas (126 contra 165). Outra região com queda é a Serrana, com 11,67% de redução (53 contra 60).
Os homicídios têm se espalhado cada vez mais às demais regiões capixabas, saindo do eixo da Grande Vitória. Desta forma, as áreas que têm demandado mais atenção dos gestores da segurança são a Norte, a Noroeste e a Sul.
No Norte, a alta é de 7,33% (205 contra 191). Destaca-se a violência nos municípios de
Linhares (72 a 64), Sooretama (19 a 12), São Mateus (41 a 35) e Conceição da Barra (27 a 20), que é detentor do
bairro mais violento do Espírito Santo.
A área Noroeste está com problema mais agudo, com escalada de 28,7% das mortes (148 contra 115). Com 148 crimes até novembro, já tem mais mortes do que a conta fechada dos anos entre 2016 e 2020. As cidades que exemplificam a explosão da violência são Pinheiros (18 a 14), São Gabriel da Palha (20 a 10) – que foi palco da Operação Colheita – e Nova Venécia (19 a 10).
No Sul, o aumento é da ordem de 9,2% (95 contra 87). A região já está próxima de superar a quantidade total de homicídios do ano passado, que foi de 97. A principal cidadã da área,
Cachoeiro, apresenta redução de casos (23 contra 32), mas o problema é o acúmulo de diversas cidades que apresentaram ligeiras altas frente ao ano passado. Um exemplo é Presidente Kennedy, que em 2020, nesta mesma época, não tinha nenhum assassinato, mas em 2021 apresenta quatro.
Domingo e sábado são os líderes em assassinatos no Espírito Santo. O primeiro dia da semana acumula 175 casos fatais, enquanto o último acumula 159 ocorrências. Majoritariamente, os delitos são preferencialmente à noite. A faixa das 21 horas lidera com 75 homicídios.