Publicado pela manhã, a peça orienta que se a pessoa estiver com sintomas de gripe, que faça o
isolamento social por 14 dias e siga as orientações do Ministério. A ida ao hospital, segundo o vídeo, só seria necessária se o paciente sentir falta de ar.
Curiosamente (ou coincidentemente), o conteúdo sumiu logo após as declarações de Bolsonaro minimizando a contaminação do novo coronavírus e suas consequências.
A fala do presidente da República, segundo informam alguns veículos da imprensa nacional, causou um mal-estar muito grande na assessoria do
ministro Luiz Henrique Mandetta.
Ainda ontem à noite, o
comandante do Exército, Edson Leal Pujol, em um vídeo distribuído à tropa, alertou para gravidade do momento, num tom totalmente diferente do empregado por Bolsonaro, que falou pouco tempo depois da divulgação da mensagem do general.
“Vivemos o enfrentamento de uma pandemia que exige a união de todos nós brasileiros. O momento é de cuidado e de prevenção, mas também de muita ação por parte do
Exército brasileiro”, afirmou o comandante.
Pujol, diferentemente de Bolsonaro, reconheceu que a corporação está diante de um grande desafio: “Uma de nossas responsabilidades com a Nação nesse momento de crise é que nossa tropa deve manter a capacidade operacional para enfrentar o desafio e fazer a diferença. Talvez seja a missão mais importante de nossa geração”.