Além de apontar a crise financeira neste momento de
pandemia do novo coronavírus, o MPES vai investigar se esses eventos esportivos poderão provocar aglomerações de pessoas, o que contraria, em tese, a situação de isolamento social e calamidade pública decorrente da pandemia, regulada pelo Decreto Estadual nº 4599/2020.
Em nota oficial divulgada no dia em que a notícia foi publicada na coluna, a Prefeitura de Sooretama afirmou que os valores referentes ao processo de licitação da empresa de arbitragem “só serão realmente utilizados pelo município quando o Campeonato de Futebol Amador acontecer, assim que toda a situação da pandemia estiver resolvida e todos pudermos retomar a normalidade de nosso dia a dia”.
É sempre bom lembrar que as
Olimpíadas de Tóquio foram adiadas para o ano que vem, a exemplo da Eurocopa e da Copa América; todos os campeonatos e torneios locais, nacionais e mundiais, de todas as modalidades esportivas, também estão paralisados. Alguns estádios foram transformados em hospitais de campanha.
Além disso, Estados e municípios estão precisando de socorro federal para sobreviver à crise, agravada pelo desemprego e queda da atividade econômica das empresas. Diante desse quadro, o Poder Público pode se dar ao luxo de gastar quase R$ 100 mil na contratação de árbitros para um campeonato municipal?