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Loenel Ximenes

Modinha do copo térmico no Brasil surgiu em Guarapari, diz crítico paulista

Para o jornalista,  "fenômeno de manada" demorou a chegar a todo o país por causa da pandemia

Publicado em 10 de Novembro de 2021 às 17:00

Públicado em 

10 nov 2021 às 17:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O blogueiro e jornalista paulista diz que o copo térmico pode chegar a R$ 250 a unidade
O blogueiro e jornalista paulista diz que o copo térmico pode chegar a R$ 250 a unidade Crédito: Divulgação
O Espírito Santo está fazendo moda (ou “modinha”) no Brasil. A constatação é do crítico de gastronomia e blogueiro do jornal Folha de S. Paulo, Marcos Nogueira, que afirmou, em sua coluna publicada nesta terça (9), que “a modinha de levar o próprio copo para beber cerveja no boteco ou na rua”, o famoso copo-térmico, “surgiu no Espírito Santo, mais especificamente nas praias da Aldeia e de Bacutia, em Guarapari, pontos de encontro da elite capixaba”, como definiu.
Na coluna Cozinha Bruta, na qual Nogueira escreve textos com conteúdo bem irônico, ele chama o recipiente térmico de “copo-ostentação”. E provoca: “Em meio século de vida, já vi muita modinha ridícula. [...] O que eu ainda não tinha visto era a modinha de levar o próprio copo para beber cerveja no boteco ou na rua. Copo-ostentação, para postar no Instagram, que custa entre R$ 150 e R$ 250, algo como cem latas de cerveja popular”.
A origem capixaba da mania, segundo o jornalista e blogueiro, pode ser percebida nas próprias redes sociais. Como indício, ele cita um tuíte do dia 5 de novembro em que um internauta afirma que “o Brasil descobriu o copo agora e é modinha no ES há mais de um ano”.
Nogueira cita também uma reportagem de A Gazeta, publicada em janeiro do ano passado, que informava que o tal copo “virou moda entre os mais ligados nas novidades no Espírito Santo”.
E por que a moda do copo-ostentação, como ele define, demorou tanto a chegar ao resto do país? Nogueira tem uma hipótese para esse intervalo de tempo: “Entre o surgimento do fenômeno disruptivo capixaba e sua assimilação pelo resto dos brasileiros, houve uma pandemia. Talvez isso explique a estranha demora, pois é o tipo de fenômeno de manada que se espalha bem rápido neste país”, mais uma vez ironizou.
Por fim, o crítico de gastronomia do jornal paulista afirma que não vai aderir à moda “do copo de marca americana, feito de aço inox e [que] promete deixar a bebida gelada por horas”, como descreve em sua coluna. “Agora, atenção: se me virem com um copo desses… foi presente. Mas não vão me ver. Se eu ganhar um, vou beber escondido”.
Mas, se ele quiser beber no meio da multidão e não ficar constrangido, pode vir passar o verão em Guarapari. Isso se as barracas, caixas de som com música de gosto duvidoso e outras estruturas estranhas permitirem um espaço nas areias da Cidade-Saúde, é claro.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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