O aumento da criminalidade está mobilizando moradores de
Jardim da Penha e a Polícia Militar, que se uniram para criar um cerco comunitário de segurança na região. O objetivo é diminuir as ocorrências de roubos e furtos em um dos maiores bairros de Vitória, principalmente contra o patrimônio e o comércio local. Farmácias, por exemplo, são alvo constante dos bandidos.
Desenvolvido por Dárcio Bracarense, coordenador de segurança da Associação dos Moradores de Jardim da Penha (Amjap), o aplicativo (por enquanto só funciona no Android), que está conectado ao destacamento da PM no bairro (12ª CIA), permite que a comunidade denuncie rapidamente situações de potencial perigo para a segurança e também o utilize em situações de emergência, como as de saúde, por exemplo.
Em ofício enviado em 22 de janeiro ao novo secretário municipal de Segurança, Ícaro Ruginski, a Coordenação de Segurança da Amjap afirma que Jardim da Penha é o bairro que mais tem idosos em Vitória e convive com vários problemas de insegurança.
Entre as ocorrências criminais mais comuns, segundo a associação, estão agressões, achaques, roubo de celulares, prática de sexo em público, consumo de drogas e depredação do patrimônio público e privado.
O major Gustavo, responsável pelo policiamento da parte continental de Vitória, explica como funcionará a parceria entre moradores e policiais: “Vamos criar um grupo capitaneado e coordenado pela Associação de Moradores de Jardim da Penha, para que a gente possa trocar informações diariamente e aumentar o monitoramento das circunstâncias e pessoas no bairro”.
Segundo o oficial, as informações dos moradores serão fundamentais para a ação da
Polícia Militar contra os criminosos: “Aquele morador que identificar algo estranho que fuja ao padrão e à normalidade terá um link direto com a PM neste grupo. Vamos trocar informações e fechar o cerco contra essas pessoas que estão se aproveitando dos moradores, comerciantes e trabalhadores em Jardim da Penha”, prometeu.