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Leonel Ximenes

Morre, aos 84, empresário que levou fruta capixaba para o mundo saborear

Produtor rural chegou a presentear presidente dos EUA com a fruta, marco inicial da abertura do mercado daquele país ao produto brasileiro

Publicado em 23 de Junho de 2025 às 10:19

Públicado em 

23 jun 2025 às 10:19
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Ermando Caliman é um dos pais da fruticultura no ES e um dos nomes mais importantes do setor no país
Ermando Caliman é um dos pais da fruticultura no ES e um dos nomes mais importantes do setor no país Crédito: Divulgação
Morreu na madrugada desta segunda-feira (23), aos 84 anos, o empresário e produtor rural Ermando Caliman, considerado um dos pais da fruticultura no Espírito Santo e um dos nomes mais importantes do setor no país.
Segundo o deputado federal Evair de Melo (PP), genro do empresário, Ermando estava internado havia 12 dias no Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, devido a complicações renais. O sepultamento será nesta segunda, às 16h30, no Cemitério Padre Emílio, em Venda Nova do Imigrante
Fundador da Caliman Agrícola no início dos anos 1980 junto com o irmão Antero, que iniciaram o cultivo de mamão papaia na região de Linhares, Ermando tem uma trajetória marcada pelo pioneirismo na produção desse fruto no Estado. Em pouco tempo, a qualidade da produção chamou a atenção, levando a empresa a se transformar numa referência nacional e internacional. Foi uma das primeiras empresas brasileiras a exportar mamões ainda nos anos 1980.
Um fato curioso sobre o produtor aconteceu quando Ermando, ao saber que o então senador Gerson Camata teria audiência com Bill Clinton em Washington (EUA), pediu que o governador capixaba levasse uma caixa de mamão de presente para o presidente norte-americano.
Clinton, ao saborear a fruta, pediu à USDA (equivalente ao Ministério da Agricultura nos EUA) que iniciasse os trâmites para que mamão capixaba chegasse aos americanos, e enviou uma carta ao Ermando agradecendo e se comprometendo com a abertura do robusto mercado americano. E foi o que aconteceu. A abertura do mercado dos EUA para o mamão brasileiro acabou ocorrendo, resultado de um processo técnico e diplomático complexo.

NO MERCADO GLOBAL

A Caliman Agrícola foi uma das primeiras empresas autorizadas a exportar, após investir em tecnologia de hidrotermia, rastreabilidade e segurança fitossanitária. Essa liderança no comércio internacional consolidou o nome Caliman no mercado global de frutas.
Com participação ativa em fóruns e estratégias agrícolas do Estado, a empresa sempre investiu em tecnologia, pesquisa e logística, mantendo sua posição de liderança na cadeia produtiva do mamão, cuja fruta o ES é o maior produtor do país.
Ermando Caliman não se limitou ao mamão. O empresário,  um dos fundadores do Sicoob de Linhares, também foi um dos grandes incentivadores dos polos de manga, goiaba, uva, morango e tantas outras frutas no Espírito Santo. Uma das suas últimas ações foi doar 150 mudas de jequitibá para que seja feito um bosque em Venda Nova do Imigrante.
“Eu tive um sogro querido, carinhoso com os netos, atencioso com todos, incentivador incondicional da minha trajetória técnica e política. Honraremos seu legado”, prometeu Evair de Melo. Ermando deixa viúva, dona Dalka, dois filhos e três netos.

HOMENAGEM

A nota de pesar da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex)
A nota de pesar da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex) Crédito: Instagram
Nas redes sociais, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex) lamentou a morte do produtor rural capixaba: “O sr. Ermando foi um dos pioneiros da fruticultura no ES, a quem devemos muitos feitos. Fundador da Caliman Agrícola, juntamente com seu irmão Antero Caliman, na década de 80, consolidou a cultura do mamão na região de Linhares e abriu as portas do mundo para nosso tão desejado papaya. A Brapex se solidariza com toda a família Caliman neste momento de profundo pesar”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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