Vítima de um infarto fulminante, o produtor rural Antenor Zuccon, de 85 anos, morreu na noite desta segunda-feira (19), em
Brejetuba, na Região Serrana do Espírito Santo. A maior parte da sua vida foi dedicada ao esforço pioneiro de produzir um café arábica de qualidade, feito que ele conseguiu e pelo qual é reconhecido em todo o segmento cafeeiro.
“Ele foi pioneiro e fez parte da geração que modernizou a cafeicultura arábica do Espírito Santo”, lembra o deputado federal Evair de Melo (PP-ES), amigo de longa data do produtor rural. “Era um conselheiro e foi um dos meus incentivadores para trabalhar a qualidade do
café quando iniciamos esse processo nos anos 1990.”
Especialista em café, Evair enumera outros feitos de Zuccon na cafeicultura: “Ele foi pioneiro também no plantio em curvas de nível, no uso de corretivo de solo,no controle de ferrugem e de brocas, no despolpamento de café, na parceria agrícola, no uso de secadores mecânicos e viveiros de semente. Antes, se arrancavam mudas nas lavouras e se repicava tudo”.
Com a renda acumulada do café ao longo dos anos, o produtor rural expandiu seus negócios e, além de Brejetuba, comprou fazendas em Aimorés (MG),
Cachoeiro e
Linhares e investiu na pecuária de corte.
A Prefeitura de Brejetuba lamentou a morte de um dos seus filhos ilustres e decretou luto oficial de três dias no município.
Antenor Zuccon foi sepultado nesta terça-feira (18), na comunidade rural de Vargem Grande, onde seu avô colaborou com a construção da igreja local. Além da viúva, dona Alzerina, oito filhos, 23 netos e sete bisnetos, deixa uma marca que jamais será esquecida: a qualidade do café arábica capixaba, reconhecido em todo o mundo.