Foi sepultado no começo da tarde deste domingo (10), no Cemitério Jardim da Paz, na Serra, em pleno Dia dos Pais, Thiers Pedro Bonacossa, de 92 anos, dirigente que comandou o futebol capixaba nos anos 1970. Doente havia há algum tempo, Bonacossa morreu às 5h30 de domingo.
Nascido em 3 de dezembro de 1932 em
Alfredo Chaves, Pedro Bonacossa era um conceituado dentista. Chegou a atuar como goleiro do Santo Antônio e, no período de 1978 a 1979, presidiu a então Federação Desportiva Espírito-Santense (FDE), hoje Federação de Futebol do Espírito Santo (FES).
Bonacossa foi o 19° presidente em 60 anos da Federação de Futebol, em tempos de absoluto voluntariado, muito longe da profissionalização dos dias atuais.
Depois dele, passaram apenas quatro dirigentes pelo cargo: Ebes Lima Guimarães (1980-87), William Abreu (1988-1993), Marcus Vicente (1994-2015) e Gustavo Vieira, que está completando 10 anos na função.
O jornalista Álvaro José Silva, que foi editor de Esportes de A Gazeta, afirma que Bonacossa deixou um legado para o
futebol capixaba: “Era um dirigente sério, honesto e comandou a federação em uma época de prosperidade do futebol capixaba. Ficou pouco tempo e não quis continuar na federação porque achava que o futebol atrapalhava sua profissão de dentista. Deixou uma marca indelével de seriedade”, elogia.
Além de divulgar uma nota de pesar em memória do seu ex-presidente, a FES decretou luto oficial e determinou que seja observado, nos jogos organizados pela federação de futebol, um minuto de silêncio, durante uma semana, em homenagem a Bonacossa.
“Enlutados e certos de que foi cumprida com muita honra a sua passagem, prestamos as nossas sinceras condolências à família e aos amigos pela perda deste homem tão querido, respeitado e admirado”, disse a nota de pesar da FES.
Pedro Bonacossa deixa viúva, três filhos, cinco netas, uma bisneta e um exemplo de seriedade e dedicação na condução dos destinos do futebol capixaba no final dos anos 1970.