Um leve suspiro, sem sinal de sofrimento e dor, foi o último ato terreno de dona Dirce Paoliello, de 95 anos, que morreu nesta sexta-feira (8), às 10h20, em sua casa em
Jardim Camburi, em Vitória.
Como mostrou a coluna em setembro do ano passado, a idosa ficou conhecida ao descobrir no banco onde recebia regularmente seu pagamento que, para o INSS, ela havia “morrido” no dia 15 de agosto e, portanto, não poderia mais sacar sua pensão a partir daquele mês.
Dona Dirce morreu nesta manhã de sexta ainda um pouco debilitada após ter contraído
Covid no mês de fevereiro e ficar três semanas internada, sendo 16 dias na UTI e quatro intubada. Ela chegou a sofrer uma parada cardíaca após ter se contaminado, mas resistiu bravamente.
Dois dias antes de finalmente deixar o hospital, dona Dirce, mãe de cinco filhos (quatro vivos) e com 15 netos e 13 bisnetos, cantou “Como é grande o meu amor por você”, do ídolo e conterrâneo Roberto Carlos. E 15 minutos antes de receber alta médica, a idosa, católica fervorosa, rezou a Salve-Rainha.
“Minha mãe teve uma passagem serena e tranquila. Fez a viagem para o plano infinito levando nossa gratidão pelo amor que sempre dedicou aos filhos”, diz o jornalista Renato Paoliello, um dos filhos de dona Dirce.
Dona Dirce está sendo velada no Cemitério Jardim da Paz, na Serra, onde seu corpo será cremado, às 17h.
Como é grande o nosso amor por você, dona Dirce. Vá em paz.