O novo normal está de volta, e com muito mais intensidade - pelo menos na
Terceira Ponte. É que de janeiro a julho deste ano a circulação cresceu em 1.232.876 de carros, motos e outros veículos que passaram pelas cabines de cobrança do pedágio, em relação ao mesmo período de 2020, ano em que começou a pandemia de Covid-19.
Segundo dados da
Rodosol, concessionária que administra a via, nos primeiros sete meses do ano passado, 6.761.826 veículos passaram pelas cabines; já de janeiro a julho de 2021, a quantidade passou para 7.994.702, o que representa um aumento de 18,23% na movimentação na ponte que liga as cidades de Vitória e Vila Velha.
O que realmente fez a diferença nessa comparação foi o movimento apurado de abril a junho. No ano passado, esse trimestre representou um dos momentos de maior tensão com relação à pandemia, com medidas restritivas de circulação de grande impacto adotadas pelo governo do
Estado e prefeituras.
Não por acaso, a Terceira Ponte registrou, em abril do ano passado, a circulação de 643.920 veículos, enquanto em maio a movimentação foi de 767.805 e, em junho, 840.416. Em 2021, o cenário mudou muito. Abril contabilizou 997.885 (aumento de 54,97%); maio registrou 1.173.497 (aumento de 52,84%); e em junho, 1.189.555 (aumento de 41,54%).
Considerando esses dois períodos de sete meses (de 2020 e de 2021), julho deste ano foi o de maior movimentação desde o início da pandemia, com 1.271.477 veículos que passaram pela via, perdendo somente para janeiro de 2020, quando o
vírus da Covid-19 ainda estava longe do Brasil, com 1.297.600 carros, motos e outros veículos que passaram pela ponte.
Na Rodovia do Sol, que faz parte do sistema viário da Terceira Ponte, também foi registrado crescimento no fluxo de veículos nos primeiros sete meses de 2021, embora o aumento tenha sido menor que o da ponte.
De janeiro a junho do ano passado, segundo a Rodosol, passaram pelas cabines de pedágio da rodovia 2.197.554 veículos; em 2021 no mesmo período, o vaivém subiu 12,83%. Foram 2.479.332 veículos, ou seja, 281.778 a mais que nos sete primeiros meses do ano passado.
E esse crescimento é registrado mesmo com muitas empresas e repartições públicas ainda mantendo parte dos seus funcionários e servidores em trabalho remoto, total ou parcialmente. Tendência que muitos especialistas, aliás, apontam como irreversível - com ou sem pandemia.