Segundo a coluna apurou, a troca pública de farpas entre a direção da PRF e o prefeito Euclério Sampaio (DEM) pegou muito mal em setores ligados ao
presidente Jair Bolsonaro (PL) no Estado. O conflito mobilizou integrantes da bancada federal logo cedo, que fizeram gestões para que o prefeito e o superintendente da PRF-ES, Amarilio Luiz Boni, se encontrassem e aparassem as arestas. E assim foi feito.
Um membro da bancada admitiu que a PRF se precipitou com a nota pública, mas, ao mesmo tempo, considerou legítima a preocupação da corporação com a segurança do trecho concedido a
Cariacica. Porque, segundo ele, por esta extensão da via passam muitos veículos provenientes de portos capixabas, o que torna o trecho muito sensível do ponto de vista da segurança pública.
Para esse parlamentar, a Polícia Rodoviária deveria ter procurado a
Prefeitura de Cariacica antes de se manifestar publicamente. Por outro lado, entendeu que o Dnit, o órgão federal que administra a BR, também deveria ter acionado a PRF para acertar os ponteiros no curso do processo de cessão do trecho da estrada.
Nesta manhã, o caminho da paz foi pavimentado. A direção da Polícia Rodoviária Federal-ES foi a Cariacica e teve uma conversa com Euclério. Ao final, foi dito que houve um “mal-entendido” e que a municipalização do trecho urbano da 262 seguirá seu curso. Foi acertado que a PRF-ES poderá eventualmente ser chamada a colaborar.
“Estaremos apoiando a Prefeitura de Cariacica sempre que formos demandados”, afirmou à coluna o superintendente Amarildo Luiz Boni.
Ele confirma a reunião e chega a fazer uma profissão de fé na parceria com a cidade capixaba: “Estivemos juntos e desfizemos qualquer mal-entendido. A Prefeitura de Cariacica e a PRF sempre foram e continuarão sendo parceiros de trabalho em prol da sociedade capixaba”.
Satisfeito com o entendimento, o prefeito Euclério Sampaio, que em resposta às críticas da
PRF chegou a chamar a corporação de “omissa”, em uma nota de repúdio também divulgada nas redes sociais, anuncia que tem R$ 70 milhões para investir na rodovia federal e promete que o trecho será “o mais bonito do Estado”.
Agora que está tudo muito bem, que está tudo muito bom, resta a pergunta: será que o usuário terá uma rodovia mais decente para transitar, pelo menos nesse trecho? Ou o povo terá que voltar a chamar o guarda para resolver essa questão?