Parecia mais um dia normal e sem muitas novidades em uma animada casa de entretenimento adulto no bairro Alvorada, periferia de
Vila Velha. Música, bebida farta, muita alegria e juras de amor secretas, tudo dentro do esperado para a atividade.
Mas eis que havia um “gato” para dar todo o suporte (e energia) àquela festa. O bicho estranho ao ambiente, entretanto, foi descoberto pela Polícia e pela
EDP. As poucas luzes acesas deram lugar à escuridão total.
Aconteceu na quinta-feira (20). Durante uma inspeção de combate ao furto de energia em Vila Velha, agentes da
Polícia Civil e técnicos da concessionária de energia flagraram uma ligação irregular à rede elétrica em um bar e boate no bairro Alvorada.
No local, foi encontrada uma ligação direta à rede da EDP, que alimentava todo o estabelecimento comercial, caracterizando o furto.
Com o flagrante, a ligação irregular foi desativada durante a inspeção conjunta que contou com a participação de policiais civis do Departamento de Investigações Criminais (Deic) de Vitória, juntamente com peritos do Departamento de Engenharia Forense do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Científica e técnicos da EDP.
O proprietário do estabelecimento vai pagar caro, na esfera criminal, pela grave irregularidade. Ele responderá pelo crime de furto de energia, conforme o Artigo 155 do Código Penal Brasileiro: "Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: pena de reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa".
Além do processo criminal, o furto também vai doer no bolso: o proprietário terá que arcar, conforme a Resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com a cobrança de toda a energia não faturada durante o período da irregularidade, além dos custos administrativos.