Ser mulher no Espírito Santo, às vezes, é um risco. Os números não deixam dúvidas. A Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-DEAM) da
Polícia Civil do ES prendeu, no ano passado, 2.573 autores de violência contra a mulher e registrou 17.707 boletins de ocorrência de crimes desse mesmo tipo.
Segundo a PC, 2.159 pessoas foram presas em flagrante e 414 por meio do cumprimento de mandado de prisão. Entre os crimes notificados à Polícia Civil, estão os de injúria, ameaça e lesão corporal.
A delegada titular da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, Cláudia Dematté, ressalta a importância da
Lei Maria da Penha como um importante instrumento legal no enfrentamento da violência contra a mulher. A delegada orienta que as vítimas que vivam um relacionamento abusivo não se calem.
“Procurem a delegacia do município em que ocorreu o fato para registrar o Boletim de Ocorrência, para que os autores dos fatos sejam devidamente investigados e responsabilizados por seus atos”, alertou a delegada.
A coordenadora da Divisão explicou ainda que se o agressor estiver em estado flagrancial, cometendo o crime naquele momento, a Polícia Militar deve ser acionada por meio do telefone 190 e, hoje, com a Lei Maria da Penha, ele poderá ser preso e autuado em flagrante.
Por fim, Cláudia Dematté orienta que as denúncias sobre casos de
violência doméstica e familiar também podem ser feitas de forma anônima, por meio do Disque-Denúncia 181 e do Disque 180, que é a Central de Atendimento à Mulher do governo federal.
Em relação aos feminicídios, foram 32 ocorrências no ano passado no ES. Segundo a Sesp, foi segundo menor número da série histórica, que começou em 2016, após a criação da Lei do Feminicídio.