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Leonel Ximenes

No mar, a Polícia Federal que poucos conhecem e que os traficantes temem

Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom) tem atuado intensamente na apreensão de drogas em cascos de navios; nesta quinta aconteceu na Serra

Publicado em 09 de Setembro de 2022 às 02:11

Públicado em 

09 set 2022 às 02:11
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Lancha da Polícia Federal patrulha o Canal da Baía de Vitória
Lancha da Polícia Federal patrulha o Canal da Baía de Vitória Crédito: SRPF/ES
Muitos não percebem, mas um olhar mais atento ao Canal de Vitória ou à Baía do Espírito Santo (popularmente conhecida como Baía de Vitória) vai mostrar uma equipe de especialistas da Polícia Federal que tem estado muito em evidência nos últimos anos: é a Polícia Marítima da PF, equipe do Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepom).
O Nepom tem atuação marcante, por exemplo, na apreensão de drogas afixadas nos cascos de navios pelas redes internacionais de narcotráfico. Seis agentes tripulam uma flotilha de três embarcações, cuidadosamente preparadas para ações no meio aquaviário.
Há uma Lancha de Patrulhamento Costeiro (LPC), embarcação blindada, de 45 pés. Um bote rápido semirrígido de 21 pés, do tipo Flexboat e uma lancha de 19 pés. São tripuladas por seis policiais especializados na condução de embarcações de Estado, os quais recebem apoio eventual do contingente da Superintendência da PF no Estado.
Os Nepoms foram criados no início da primeira década do século, em função de o Brasil ser signatário do ISPC Code (sigla em inglês para Código Internacional para Proteção de Navios e Instalações Portuárias), tendo a PF sido escolhida, em razão de suas prerrogativas constitucionais, como órgão responsável pela segurança de portos e vias navegáveis próximas.
O ISPS Code foi criado com o objetivo de estruturar a avaliação de ameaças e definir ações de proteção apropriadas às embarcações e terminais portuários. Promove a cooperação entre países e sistemas de segurança e define métodos de ação, na busca de evitar os chamados “incidentes de proteção". Os principais são roubo, pirataria, ação clandestina, embarque ou desembarque ilícito de drogas e armas e ataques físicos a instalações.
Em Vitória, o Nepom existe desde 6 de outubro de 2005. A equipe patrulha os portos da Grande Vitória e faz incursões aos terminais do Norte, concentrados próximos à Barra do Riacho, em Aracruz, e às instalações ao Sul, próximas a Ubu, em Anchieta.
A PF capacita policiais em condução de embarcações de Estado, técnicas de abordagem no mar, mergulho operacional, localização de barcos suspeitos e em outras técnicas de ação no meio aquaviário.
Há cursos próprios e outros realizados em cooperação com instituições internacionais, a principal delas a NASCIA TTS (sigla em inglês para Escola Naval de Instrução em Embarcações Pequenas e Treinamento Técnico), centro de capacitação da Marinha norte-americana situado no Mississipi.
A apreensão de mais de uma tonelada de cocaína em navios ou preparada para o embarque desde o ano passado, a cooperação com ações de órgão ambientais, atividades integradas com a Marinha do Brasil, tais como Operação Ágata e Operação Frontmar, estão entre algumas das principais ações na história do Nepom capixaba.
“A equipe vive um momento especial, com grande apoio da administração local e nacional da PF. Temos profissionais com reconhecida excelência em condução de embarcações, navegação interior e costeira, emprego de armamentos diversos e mergulho. Os resultados obtidos são consequências deste preparo”, comentou o chefe do Nepom capixaba, o agente da Polícia Federal Mário Moreira.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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