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Leonel Ximenes

O candidato sem/sem: sem dinheiro, sem TV e sem o apoio do filho no ES

Irritado, empresário que disputa uma vaga no Senado foi às redes sociais reclamar da legislação eleitoral: "Vou ganhar a eleição assim. Vocês estão ferrados comigo"

Publicado em 22 de Agosto de 2022 às 17:04

Públicado em 

22 ago 2022 às 17:04
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Carone tira adesivo da boca, em protesto:
Carone tira adesivo da boca, em protesto: "Se eu tivesse três segundos de televisão, fazia minha festa" Crédito: Instagram
Registrado como Carone no TSE e como prefere ser chamado na campanha (muita gente o conhece por Idalecinho), ele foi às redes sociais reclamar que não tem dinheiro nem tempo de TV para fazer campanha. O vídeo começa com o candidato retirando uma espécie de fita adesiva da boca. Depois, teve até tapa na mesa..
“Não vão me calar não. Não me deram um tempo de televisão. Isso é uma vergonha, isso que é a política capixaba, é a política nacional, dar só tempo para os grandões. Nós que estamos começando agora não temos tempo de televisão.”
Em conversa com a coluna, o candidato ao Senado disse que estava se referindo à legislação, que estabelece o acesso ao fundo partidário, bem como o tempo de propaganda eleitoral na TV, de acordo com a representatividade dos partidos políticos na Câmara dos Deputados, ou ao fundo partidário, tendo como base a composição do Senado.
O miserê financeiro de Carone, segundo ele próprio, será amenizado com uma vaquinha que está fazendo e com a ajuda de empresários amigos.
“Não preciso de muito na campanha. Se eu tivesse três segundos de televisão, fazia minha festa, igual ao Enéas”, afirma, em referência ao médico que foi candidato a presidente da República e que tinha pouquíssimo tempo na propaganda eleitoral gratuita. O falecido político criou um bordão que ficou muito famoso na época: “Meu nome é Enéas!”.
"Não me deram nada, mas eu vou ganhar a eleição assim. Vocês estão ferrados comigo. Não precisa me dar tempo de televisão não, o povo vai entender isso"
Carone - Candidato ao Senado pelo Agir
Curiosamente, nem o próprio Carone tem uma explicação para ter obtido 5% de intenção de votos na pesquisa Ipec/Rede Gazeta: “Me surpreendi mesmo. Esperava ter de 1,5% a 2%. E vou melhorar porque comecei a campanha agora”.
Mas as dificuldades eleitorais de Carone não se resumem à falta de tempo de TV e à falta de dinheiro. O candidato do Agir também não está contando com o apoio do próprio filho, Marcel Carone, primeiro suplente ao Senado na chapa de Nelson Junior (Avante).
“Isso prova que a democracia começa aqui em casa”, minimiza Carone, que não está apoiando nenhum candidato a governador, embora tenha agendado para esta terça-feira (23) uma conversa com Guerino Zanon, candidato ao governo pelo PSD.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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