Empossado o novo presidente da
Vale (Gustavo Pimenta) depois de um longo processo de discussão e embates, inclusive com o governo federal, os bastidores da mineradora começam a se agitar novamente, agora tendo em vista a renovação do seu Conselho de Administração (CA), que ocorrerá em abril de 2025.
Segundo o jornal Valor Econômico, a expectativa no mercado é a de que apenas uma parte dos 13 integrantes do colegiado seja reconduzida para o biênio 2025-2027. De acordo com o Valor, pelo menos dois membros do Conselho já teriam manifestado o desejo de não continuar no CA, e um deles é o
ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung.
A reportagem diz que PH e Manuel Oliveira, o outro conselheiro que não gostaria de continuar, estariam insatisfeitos com os rumos tomados pela empresa ao longo do processo sucessório para a escolha do novo CEO, Gustavo Pimenta.
Esta coluna perguntou ao ex-governador se ele pretende deixar o Conselho de Administração da Vale a partir do ano que vem, mas Hartung não quis responder sobre o seu futuro na gigante da mineração.
O Valor afirma ainda que o governo federal não desistiu de interferir nos rumos da Vale, e o caminho para essa interferência seria via renovação do Conselho de Administração da mineradora.
Embora seja incerto o futuro de Hartung no CA da Vale, o ex-governador, que é economista de formação, mostrou que tem força interna na empresa. Em abril passado, ele passou a integrar o Comitê de Auditoria e Riscos da empresa, respaldado pelo colegiado do qual faz parte.
O comitê é um órgão estatutário de assessoramento ao conselho de administração e tem como principal objetivo supervisionar a qualidade e a integridade dos relatórios financeiros, a aderência às normas legais, estatutárias e regulatórias, a adequação dos processos relativos à gestão de riscos e as atividades dos auditores internos e independentes.