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Leonel Ximenes

O país que superou gigantes e se tornou o maior destino do café capixaba

Maior importador absorveu 13% do produto de origem capixaba em 2025

Publicado em 14 de Dezembro de 2025 às 03:15

Públicado em 

14 dez 2025 às 03:15
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Saca de café conilon estocada em Linhares, Norte do ES
Saca de café conilon estocada em Linhares para exportação Crédito: Abdo Filho
Povo amável e hospitaleiro, o mexicano quer cada vez mais fortalecer vínculos e amizades estimulado pelo sabor do cafezinho produzido em terras do Espírito Santo. O país absorveu cerca de 13% das exportações do café capixaba e avançou à frente de mercados tradicionais como Estados Unidos, Bélgica e Itália, no acumulado entre janeiro e novembro de 2025.
Com mais de 510 mil sacas exportadas - a maioria delas de conilon - o México ficou à frente de Bélgica, o segundo colocado (com mais de 405 mil sacas exportadas - sendo mais de 401 mil delas de conilon e o restante de arábica); Estados Unidos (com mais de 296,5 mil sacas exportadas - sendo quase 157 mil de conilon, mais de 138 mil de solúvel e o restante de arábica); e Espanha (com mais de 292 mil sacas exportadas - sendo mais de 285 mil delas de conilon e o restante de arábica.
Os outros países campeões de importação do café capixaba são, pela ordem: Turquia, Colômbia, Itália, Argentina, Alemanha e Indonésia. Os números são do Centro do Comércio de Café de Vitória.
Embora tenha um mercado mundial cada vez mais em expansão, o café produzido no Espírito Santo enfrenta desafios importantes. As exportações totais do produto caíram em novembro no comparativo a outubro.
No total do mês atual foram exportadas 307 mil sacas de café (queda de 35% em relação ao mês passado) e obtidos 91 milhões de dólares em receita (queda de 30% ante outubro). De um período para o outro, a queda no arábica foi de 16% em volume (66 mil sacas) e de 11% em receita (27 milhões de dólares).
Em relação a novembro de 2024, as exportações totais de café caíram 56%, enquanto a receita reduziu 50%. No arábica, houve uma queda de 21% em volume e um aumento de 13% em receita. Já no conilon, houve uma queda de 60% em volume e de 59% na receita. Por fim, no solúvel, a queda foi de 65% em volume e de 59% em receita.
No acumulado entre janeiro e novembro também houve redução tanto em volume total exportado quanto em receita total obtida com a exportação.
A queda no volume total exportado foi de 49% (quase 4 milhões de sacas em 2025, contra 7,8 milhões em 2024), enquanto que, na receita total, a queda foi de 31% (mais de US$ 1,15 bilhão de dólares obtidos em 2025 contra US$ 1,67 bilhão em 2024).

FIM DA TAXA ADICIONAL

É bom lembrar que esse números podem mudar a partir de 2026. Um dos motivos é que os Estados Unidos anunciaram, em 20 de novembro, a retirada da taxa de 40% para importação de alguns produtos agrícolas brasileiros, pouco mais de três meses depois do início do tarifaço.
Além do café, a lista inclui carne bovina e produtos como castanhas e frutas. Sem a sobretaxa que havia sido determinada pelo presidente Donald Trump, esses produtos passam a ser mais competitivos e ficar mais baratos no mercado americano.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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