Os medicamentos para o tratamento foram furtados em Campinas (SP), e o casal é acusado de receptar essas drogas. A Justiça de São Paulo, por meio da Comarca de Campinas, expediu mandado de prisão para ambos no dia 30 de abril. Até o momento, eles não foram encontrados.
O mandado de prisão contra ambos tem validade até 30 de abril de 2044. O pedido de detenção temporário está respaldado pelas acusações de "promover, constituir, financiar ou integrar, pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa", "falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais" e "apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio".
Em janeiro, a reportagem do Fantástico explicou que Gleidson é empresário e Julianna era servidora da Assembleia Legislativa, mais especificamente do gabinete do deputado Delegado Danilo Bahiense (PL). Ela foi exonerada logo após a exibição da matéria na TV Globo,
conforme a coluna noticiou em primeira mão.
O programa mostrou que Gleidson e Julianna dirigiam uma ONG de apoio a pessoas com dificuldade de locomoção na Serra. Ela também era sócia da Saúde e Vida Comércio e Representações, uma empresa de produtos hospitalares.
No celular de uma das suspeitas presas pelo caso, em
São Paulo, foram encontrados comprovantes de depósito feitos na conta da Saúde e Vida e da própria conta da Julianna.
Segundo a matéria, o advogado do casal disse que ela não participou do negócio e que foi Gleidson que fez a compra dos medicamentos com um outro suspeito, mas que ele não sabia que eram furtados. Negou ainda que o empresário tenha pedido a compra de qualquer remédio contra o câncer.