Posteriormente, foi transferido ao Espírito Santo, onde ficou preso por mais 25 dias. Na ocasião, a
Polícia Militar informou que Villas respondia judicialmente pelo crime de deserção.
De acordo com o advogado Fábio Marçal, responsável pela defesa de Villas, houve a decisão, por parte da Corregedoria da PM, no início de julho, pela demissão do soldado. O caso está em processo de recurso, mas o advogado afirma que não irá contra a determinação da corporação.
“Villas está traumatizado com diversas situações que ocorreram e deseja seguir a vida dele, com seus projetos e sem qualquer tipo de mágoa com a Polícia Militar. Apenas deseja que seja publicada logo no Diário Oficial a demissão dele”, revelou Marçal.
Segundo a decisão da Corregedoria da Polícia Militar, o soldado, ao longo desse período, deve ter “afastamento total das funções com vedação do uso de fardamento, armamento ou qualquer outro equipamento da Corporação, devendo cumprir expediente administrativo até o trânsito em julgado administrativo”.
Fellipe Pedrosa Leal Villas foi retirado do reality "A Grande Conquista", da Record TV, por "infringir normas militares". Conforme apurado por A Gazeta no ano passado, o soldado chegou a pedir à corporação para entrar na atração, mas não foi autorizado. De acordo com o Portal da Transparência, Fellipe Villas tirou férias entre abril e maio. Depois disso, como não se apresentou para trabalhar, foram abertos dois procedimentos internos, sendo uma sindicância e um processo por deserção - que avalia a ausência do militar do serviço.
No dia 26 de junho de 2024, a Justiça do Espírito Santo determinou que Fellipe fosse preso justamente por estar ausente das suas funções militares. A decisão cita que a falta ao serviço "atenta contra a hierarquia". O juiz, Luiz Guilherme Risso, explica que o período de "ausência injustificada" superou o prazo de oito dias - momento em que a conduta passa a ser considerada delito de deserção. A prisão, no entanto, aconteceu apenas duas semanas depois.
Na época, a Polícia Militar garantiu que Fellipe Pedrosa Leal Villas não recebeu sem trabalhar. Em nota, a corporação afirmou que o pagamento de Fellipe Villas havia sido bloqueado.