“É muito importante que a vacinação continue avançando para evitar o surgimento de outras variantes, bem como é relevante a comprovação da vacinação para as pessoas comprarem os ingressos de eventos festivos, como o Carnaval”, alerta Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do
Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
Embora exista a preocupação, o especialista do órgão de assessoramento e planejamento do governo do Estado continua otimista. Para ele, a tendência, levando-se em conta o atual cenário, é que não haja agravamento da pandemia no Espírito Santo, como está acontecendo em vastas regiões da Europa.
“Considerando as atuais tendências da pandemia e também considerando que até fevereiro de 2022 todas as microrregiões do Estado estarão no risco muito baixo, com elevados percentuais de vacinação, vejo como pouco provável um aumento exponencial de óbitos da doença", analisa o diretor do IJSN.
Para que a maior festa popular do país seja garantida no ano que vem no Estado, Lira sugere ações práticas que poderiam ser adotadas por sambistas e pelas demais pessoas envolvidas na produção de festas no período da folia.
“As associações e coordenadores desses eventos podem, por exemplo, promover campanhas e ações de conscientização sobre a importância da vacinação para superarmos essa crise e avançarmos na convivência com a pandemia”, aponta.
O Estado continua com tendência de redução dos casos confirmados e óbitos por Covid-19. O mês de novembro está chegando ao fim com a menor média móvel de letalidade desde o início da pandemia - média de 5,21 mortes nos últimos 14 dias.
Segundo Lira, os dados mais recentes reforçam a importância das vacinas e das ações de gestão de risco para a preservação de vidas e redução dos impactos da pandemia. E dá um exemplo eloquente: "Mesmo iniciando a vacinação antes do Brasil, os Estados Unidos, com 57,9% da população vacinada, foram superados pelos brasileiros, que têm 60% no percentual de pessoas que completaram a vacinação contra a Covid-19".