Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

O que pode ameaçar o Carnaval no ES, segundo o governo

A situação hoje está sob controle, mas dois fatores preocupam as autoridades do Estado e podem inviabilizar a folia em 2022

Publicado em 26 de Novembro de 2021 às 14:47

Públicado em 

26 nov 2021 às 14:47
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Na Europa, vários países voltaram a adotar medidas de restrição por causa de novas variantes da Covid
Na Europa,  países voltaram a adotar medidas de restrição por causa de novas variantes da Covid Crédito: Agência Brasil
A situação da pandemia está sob controle, o mês de novembro está chegando ao fim com a menor média móvel de letalidade da doença, fatores que indicam boas possibilidades para a realização do Carnaval do ano que vem, mas um fator ainda preocupa o governo do Estado: a possibilidade de surgimento de uma nova variante da Covid-19 no ES.
“É muito importante que a vacinação continue avançando para evitar o surgimento de outras variantes, bem como é relevante a comprovação da vacinação para as pessoas comprarem os ingressos de eventos festivos, como o Carnaval”, alerta Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
"Uma nova variante poderia reverter as tendências de casos e óbitos, ocasionando eventuais aumentos nesses indicadores da Covid-19. Todavia, os níveis de vacinação alcançados pelo Espírito Santo tornam pouco provável uma reversão de tendência com aumento exponencial. Mesmo assim, caso isso ocorra, a gestão de risco da pandemia pode ser replanejada e recalibrada"
Pablo Lira  - Diretor do IJSN
Embora exista a preocupação, o especialista do órgão de assessoramento e planejamento do governo do Estado continua otimista. Para ele, a tendência, levando-se em conta o atual cenário, é que não haja agravamento da pandemia no Espírito Santo, como está acontecendo em vastas regiões da Europa.
“Considerando as atuais tendências da pandemia e também considerando que até fevereiro de 2022 todas as microrregiões do Estado estarão no risco muito baixo, com elevados percentuais de vacinação, vejo como pouco provável um aumento exponencial de óbitos da doença", analisa o diretor do IJSN.
Para que a maior festa popular do país seja garantida no ano que vem no Estado, Lira sugere ações práticas que poderiam ser adotadas por sambistas e pelas demais pessoas envolvidas na produção de festas no período da folia.
“As associações e coordenadores desses eventos podem, por exemplo, promover campanhas e ações de conscientização sobre a importância da vacinação para superarmos essa crise e avançarmos na convivência com a pandemia”, aponta.
"Outro risco que pode comprometer o avanço do plano de convivência com a pandemia é uma eventual desaceleração intensa da vacinação. Esse é um risco remoto, mas aconteceu em países como os Estados Unidos"
Pablo Lira - Cargo do Autor
O Estado continua com tendência de redução dos casos confirmados e óbitos por Covid-19. O mês de novembro está chegando ao fim com a menor média móvel de letalidade desde o início da pandemia - média de 5,21 mortes nos últimos 14 dias.
Segundo Lira, os dados mais recentes reforçam a importância das vacinas e das ações de gestão de risco para a preservação de vidas e redução dos impactos da pandemia. E dá um exemplo eloquente: "Mesmo iniciando a vacinação antes do Brasil, os Estados Unidos,  com 57,9% da população vacinada, foram superados pelos brasileiros, que têm 60% no percentual de pessoas que completaram a vacinação contra a Covid-19".
Em algumas regiões do mundo, como a Europa, a chamada quarta onda da pandemia está atingindo vários países, que voltam a adotar medidas, como fechamento de cidades, para que variações da Covid sejam contidas. Nesta sexta-feira, governos europeus anunciaram restrições a voos vindos da África do Sul por causa da uma nova variante do coronavírus, aparentemente muito mais contagiosa.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco dão vida a cerca de 20 personagens
O que fazer no ES? Festival em Itaúnas, Danilo Gentili e Parque Aberto agitam o final de semana
Adulterar a placa para dificultar a identificação é considerada infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
Motoristas tapam placas de carros para burlar rotativo em Linhares; fotos
Imagem de destaque
As teorias da conspiração sobre 'cientistas desaparecidos' nos EUA que deixam famílias perplexas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados