O
Espírito Santo sofre com uma superlotação do seu sistema carcerário, fato que não é só uma realidade estadual, mas sim de todo o país. São 22.590 internos para um complexo que comporta 13.843 presos - uma superlotação de 63,18%.
A coluna mostrou recentemente que o Estado tem prendido, em 2021, três homicidas a cada dia, em média. Não basta só prender. É preciso reeducar e mudar o jogo. E unidades que possam comportar de maneira adequada os apenados e os que ainda aguardam por julgamento são fundamentais para a ressocialização.
Alguns presídios têm situação de superlotação mais delicada que os demais. É o caso da Penitenciária Estadual de Vila Velha 5 (PEVV 5). Podendo receber 580 presos, na verdade abriga 1.373, o que representa uma superlotação de 136,72%. Nem mesmo as carceragens de segurança máxima estão livres do problema.
É exatamente esta a situação da Penitenciária de Segurança Máxima 1, em Viana. Lá, poderiam ser abrigados 529 internos, mas estão em seu interior 1.190, havendo uma sobrecarga de 124,95% da capacidade existente.
Já no interior, a situação mais grave é na Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim, no
Sul do Espírito Santo. Poderiam estar no presídio 448 internos, contudo há 1.057, o que dá uma superlotação de 135,94% do local.
Presos têm começado a denunciar supostos problemas de falta de água nas unidades, como no Centro de Detenção Provisória da Serra. Famílias têm comentado que tem sido um problema usual no presídio.
Na manhã da quinta-feira passada (5), um detento foi assassinado na Penitenciária de Segurança Máxima 1, em Viana. O padre Vitor Noronha, o novo diretor espiritual da Pastoral Carcerária da
Arquidiocese de Vitória, anunciou que vai cobrar a apuração do caso pelo governo do Estado.