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Leonel Ximenes

Os bastidores de um show histórico no ES

Banda famosa em todo o país recebeu de cachê, na época, o equivalente a apenas R$ 5,3 mil

Publicado em 30 de Janeiro de 2022 às 02:09

Públicado em 

30 jan 2022 às 02:09
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

O show da banda Skank na antiga boate Zoom, em Camburi, em 1993
O show da banda Skank na antiga boate Zoom, em Camburi, em 1993 Crédito: Divulgação
O Skank está realizando sua turnê de despedida pelo Brasil e, de acordo com o tecladista Henrique Portugal, o Espírito Santo foi muito importante para consolidar a história da banda. E tudo começou lá em 1993, com uma apresentação em Vitória.
Os bastidores desta apresentação estão no livro-reportagem do jornalista Rafael Moura de Sá, “Universitária FM: Duas Décadas de História”, que narra os primeiros 20 anos da emissora de rádio vinculada à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
De acordo com o registro do jornalista, o show aconteceu na antiga boate Zoom, na Avenida Dante Michelini, em Camburi, no dia 2 de junho de 1993. A apresentação, realizada em um dia chuvoso, fazia parte das comemorações de quatro anos da emissora. O cachê da banda era de US$ 1 mil (R$ 5.380), valor que hoje mal paga os custos de equipamento do grupo.
Samuel Rosa, o vocalista do Skank, no show em Vitória
Samuel Rosa, o vocalista do Skank, no show em Vitória Crédito: Divulgação
O preço do ingresso para o show estava em CR$ 200.000,00 na ocasião, algo em torno de R$ 50, convertido para a cotação atual.
Os integrantes passaram por uns “apertos”. Já na Capital, tiveram de andar num Uno, bem apertados, para fazer a divulgação do show. E os produtores da apresentação passaram por outro perrengue: o empresário da banda, por volta de umas 17h (o show seria às 22h), disse que a iluminação era insuficiente e coube ao locutor Saul Josias (hoje na Rádio Espírito Santo) pagar do próprio bolso o aluguel das luzes.
O ingresso do show, que custou 200 mil cruzeiros. Era época de inflação alta
O ingresso do show, que custou 200 mil cruzeiros. Era época de inflação alta Crédito: Divulgação
“Acabou que o show do Skank foi um sucesso. Conseguimos lotar a casa, me ressarciram do pagamento da iluminação e ainda houve lucro entre os produtores da apresentação. A situação ficou tão ‘confortável’ que foi possível pagar os bilhetes aéreos da viagem de volta para os componentes da banda”, afirmou Saul, em depoimento ao livro do jornalista.
Situação bem diferente de quase três décadas depois. Hoje, os integrantes do Skank, que se apresentaram em Guarapari nesta sexta-feira (28), são nacionalmente reconhecidos, podem pegar avião quando bem entendem e têm suas músicas conhecidas por todos os cantos do Brasil.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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