Agosto foi o mês mais violento do ano no
Espírito Santo, com 97 assassinatos, superando o mês mais sangrento até então, que era janeiro, com 95 ocorrências. Este é o lado perverso da violência no Estado, que, no entanto, ainda tem 19 dos 78 municípios sem registrar um homicídio sequer em 2022. São os “territórios de paz” que resistem à onda de violência disseminada no território capixaba.
Não registraram homicídios nos oito primeiros meses do ano: Alegre, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Apiacá, Divino de São Lourenço, Governador Lindenberg, Ibitirama,
Iconha, Itarana, Jerônimo Monteiro, Laranja da Terra, Marilândia, Muqui, Ponto Belo, Santa Leopoldina, São José do Calçado, São Roque do Canaã, Venda Nova do Imigrante e Vila Pavão.
E tem uma pequena cidade que se destaca ainda mais entre as mais pacatas e que deveria servir de exemplo.
Ponto Belo, no extremo Norte do ES, é o município há mais tempo sem homicídios dolosos no Espírito Santo. A cidade já completou cinco anos sem registros de assassinatos. O último caso aconteceu em 25 de março de 2017, quando uma pessoa do sexo feminino foi morta no bairro de Lajeado.
Vila Velha, que vinha liderando as estatísticas de violência, pelo menos em agosto conseguiu um índice um pouco melhor, com nove assassinatos. No ano, entretanto, a cidade canela-verde lidera a triste estatística, com 108 homicídios.
E fica a pergunta: quando o Espírito Santo terá como padrão de conduta Porto Belo e como exceção a Grande Vitória?