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Leonel Ximenes

Pela 1ª vez, número de mortes no trânsito supera o de assassinatos no ES

Segundo o governo do Estado, estatística de acidentes fatais considera o período da série histórica, de seis meses

Publicado em 12 de Julho de 2024 às 03:11

Públicado em 

12 jul 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Acidente com morte em Colatina
Acidente com morte em Colatina Crédito: Leitor | A Gazeta
A violência do trânsito tem provocado efeitos mais devastadores do que os homicídios no Espírito Santo. Dados consolidados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) revelam que acidentes nas vias capixabas provocaram mais mortes do que os crimes.
No primeiro semestre deste ano, aconteceram 472 mortes no trânsito ante 432 homicídios, quantidade 9,26% maior do que a dos crimes. Ainda sobre a circulação de veículos, o número de mortes subiu 17,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram computadas 401 vidas perdidas.
"Pela primeira vez, considerando o período da série histórica, em seis meses, o número de mortes no trânsito foi maior que o número de mortes decorrentes da criminalidade"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do ES
Conforme a coluna destacou recentemente, maio, dedicado à conscientização sobre o trânsito mais seguro, foi, ironicamente, o mês com mais mortes no ano, acumulando 109 registros fatais. O especialista em segurança pública e advogado Fábio Marçal demonstra preocupação com o panorama.
“Observamos aumento de ocorrências de mortes de motociclistas, além de mais óbitos provocados por atropelamentos. São muitas vidas perdidas precocemente. Digo e repito: somente a educação no trânsito vai mudar isso”, avaliou.
Estudo do especialista, por meio dos dados da Sesp, ainda revela outro triste cenário: até maio deste ano, 42 cidades capixabas tiveram mais incidentes fatais de trânsito do que homicídios. “Observamos que 17 municípios não tiveram assassinatos até maio deste ano, mas chegaram a somar sete casos, cada, como em Governador Lindenberg e em Marechal Floriano.”
Para Marçal, é preciso cada um fazer sua parte. “Pedestres e motoristas precisam obedecer às leis. E as gestões, sejam elas municipais, estaduais e federal, têm o dever de oferecer vias adequadas, com boa sinalização, pavimento ajustado. Todos têm o direito de ir e vir. Mas precisamos ter noção das nossas contrapartidas”, observou.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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