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Leonel Ximenes

Pimenta capixaba conquista o mercado árabe

Volume de exportações da especiaria triplicou do ano passado pra cá

Publicado em 19 de Novembro de 2021 às 16:10

Públicado em 

19 nov 2021 às 16:10
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Rio Bananal
O Espírito Santo é o maior produtor de pimenta-do-reino do país Crédito: Pixabay
A relação comercial do Espírito Santo com os países árabes está apimentada. Literalmente. A exportação de pimenta do Espírito Santo para os Emirados Árabes Unidos (EAU) triplicou do ano passado para cá. De janeiro a outubro deste ano, o ES exportou US$ 24,5 milhões (aproximadamente R$ 137 milhões) do produto para o país.
O volume é bem superior ao comercializado em todo o ano de 2020, que foi de US$ 8,3 milhões (R$ 46 milhões), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
Neste ano, a pimenta foi o segundo item mais exportado a partir dos portos capixabas para os Emirados Árabes, ficando atrás somente do minério de ferro. A especiaria representou 26,7% de todos os produtos comercializados com os EAU.
De acordo com o IBGE, em 2019 o Brasil produziu cerca de 109 mil toneladas de pimenta-do-reino, uma das variedades mais exportadas. Desse total, 62 mil toneladas vieram do Espírito Santo, o maior produtor nacional. Em segundo lugar está o Pará, com 35 mil toneladas. A pimenta-do-reino tem geralmente duas colheitas por ano.
Os municípios capixabas que mais produzem a especiaria são São Mateus, Jaguaré, Vila Valério, Boa Esperança e Sooretama, regiões de clima mais quente e favorável ao cultivo da pimenta.
Para a presidente da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Cris Samorini, que esteve na Expo Dubai - maior feira de negócios do mundo -, as relações comerciais com os Emirados Árabes devem se intensificar nos próximos anos.
"Ao longo dos últimos dias, conversamos com muitos investidores e lideranças árabes. Mostramos o potencial do Espírito Santo e das nossas indústrias. Temos muito a avançar no comércio bilateral”, afirmou a presidente.
Cris Samorini fez parte de uma comitiva, liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), de 327 representantes de 230 indústrias do país e instituições públicas e privadas. As agendas incluíram rodadas de prospecção de negócios, relacionamento empresarial, visitas técnicas e de busca de oportunidades de investimentos.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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