O ex-delegado do Estado Claudio Guerra foi o responsável por incinerar o corpo de Fernando Augusto Santa Cruz, pai do atual presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Apontar a autoria do crime, ocorrido em 1974, é uma resposta à provocação que o presidente Jair Bolsonaro fez, nesta segunda-feira, ao dirigente da Ordem.
* Anteriormente, o Gazeta Online havia informado que Claudio Guerra foi o responsável por matar Fernando Augusto, mas a informação foi publicada equivocadamente. No livro escrito por Guerra, ele afirma que incinerou o corpo de Fernando — que havia sido morto por outra pessoa.
Bolsonaro disse que, se Felipe quisesse, um dia poderia contar a ele a verdade sobre a morte do pai. Mas Guerra já fez isso. Em seu livro "Memórias de uma guerra suja", publicado em 2012, revelou que o corpo Fernando havia sido incinerado, ou seja, queimado em uma usina de açúcar de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro.
Guerra era delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) do Espírito Santo durante a ditadura militar e, após se tornar pastor, assumiu a responsabilidade pela morte de dezenas de desaparecidos políticos que lutavam contra o regime.
Após a declaração de Bolsonaro, Felipe recorreu ao STF para que o presidente da República explique a morte de Santa Cruz.