O pastor Silas Malafaia disse que se sente “decepcionado” com a suposta falta de atitude do
senador Magno Malta (PL-ES) na eleição municipal de São Paulo. O líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo defendia uma posição crítica à candidatura do ex-coach Pablo Marçal (PRTB) a prefeito.
Indagado pela colunista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo, o líder pentecostal e aliado de Jair Bolsonaro citou o senador do Espírito Santo como uma das quatro decepções que teve no processo eleitoral paulistano.
“Primeira decepção: Magno Malta. Um cara guerreiro, um cara do pau, da guerra. Eu o bombardeava, ‘você tem que se posicionar, você tem que falar [contra Marçal]’. E ele ficou calado, ‘essa guerra não é minha’”, disse o pastor.
Malafaia afirmou também que alertou Malta sobre a próxima eleição presidencial: “[Eu respondia] ‘Como assim? O que está em jogo é 2026. Esse cara vai rachar a direita. Vai rachar os evangélicos, que você representa’. Mas ele não tomou atitude”, lamentou Malafaia.
O pastor se mostrou revoltado com líderes da direita brasileira, especialmente Bolsonaro, a quem também acusou de omissão. Ele afirmou na entrevista que o ex-presidente teve medo de ser derrotado por Pablo Marçal, caso o ex-coach vencesse o prefeito Ricardo Nunes (MDB), com quem Bolsonaro firmou aliança e até indicou um vice na chapa.
Malafaia diz que não é papel de um líder guiar-se exclusivamente pelas redes sociais. "Que porcaria de líder é esse?", questionou. “Bolsonaro foi covarde, omisso. Para ficar bem sabe com quem? Com seguidores. Que político é esse, meu Deus?”, acrescentou.
Além de Magno Malta e Bolsonaro, o pastor pentecostal criticou os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Marco Feliciano (PL-SP). E elogiou o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO).