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Justiça prorrogou por 180 dias, no início da noite desta terça-feira (28), o afastamento cautelar da prefeita Amanda Quinta Rangel (sem partido) do comando de
Presidente Kennedy. Com isso, o município do
Sul do Estado rico em petróleo vai continuar sob a administração de Dorlei da Saúde (PSD), eleito na mesma chapa como vice-prefeito, até 31 de dezembro deste ano.
Tudo começou em maio de 2019, quando
Amanda foi presa junto com outros servidores municipais, inclusive dois secretários, na “Operação Rubi”, deflagrada para apurar corrupção no serviço de limpeza pública não apenas em Presidente Kennedy, mas também em Marataízes, Jaguaré e Piúma. Em setembro, ela foi solta, mas mantida afastada do cargo.
O afastamento prorrogado de Amanda e também de seu marido, José Augusto Rodrigues de Paiva, que era o secretário de Desenvolvimento, não prejudica o recebimento de salário pela prefeita, de acordo com a decisão da juíza Priscilla Bazzarella de Oliveira, da Vara Única de Presidente Kennedy, nos autos da ação de improbidade administrativa 0001270-73.2019.8.08.0041.
Marcelo Marcondes, dono da empresa Limpeza Urbana Serviços Ltda, que foi preso em flagrante pela Operação Rubi levando R$ 33 mil para entregar a Amanda, fechou acordo de delação premiada, homologada em 6 de junho de 2019, pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, gerando a ação de improbidade administrativa.
Com a decisão judicial, o prefeito em exercício, Dorlei da Saúde (PSD), que era o vice e assumiu o cargo em maio de 2019, vai continuar no cargo até o final do mandato. A decisão alcança também José Augusto Rodrigues de Paiva.
A prefeita e mais José Augusto Rodrigues de Paiva, Leandro da Costa Rainha, Marcelo Marcondes Soares, José Carlos Marcondes Soares, Isaías Pacheco do Espírito Santo, Cristiano Graça Souto e a empresa Limpeza Urbana Serviços Ltda. foram denunciados pelo Ministério Público em ação civil de improbidade administrativa.
As apurações do
Ministério Público Estadual, autor do pedido aceito de prorrogação do afastamento de Amanda até o final do mandato, apontaram danos totais de mais de R$ 9,8 milhões ao Erário – o dano patrimonial teria sido de R$ 3,266 milhões e o extrapatrimonial de R$ 6,532 milhões.