Ele surpreendeu e decidiu não concorrer à reeleição, mas nem por isso Sérgio Meneguelli (Republicanos) está fora da corrida eleitoral. Mesmo que seja para apoiar amigos, dentro e fora do Espírito Santo. O prefeito pop star de Colatina tem convites para percorrer o país todo para emprestar o seu prestígio conquistado nas redes sociais e tentar eleger alguns aliados.
Meneguelli, desde que começou a campanha eleitoral, caiu na estrada. Ou melhor, nos ares: afinal, ele tem usado aviões que candidatos enviam para buscá-lo, nas noites de sexta ou nos fins de semana, para levá-lo aos rincões pelo Brasil afora.
No próximo fim de semana, por exemplo, o republicano estará numa feira atacadista de moda em Recife (PE) e vai aproveitar para gravar uma mensagem de apoio a uma candidata a prefeito da cidade de Arcoverde, a qual conheceu durante o seu mandato em Colatina.
Aliás, esse é o critério principal adotado por Meneguelli para ir ao encontro de candidatos em outros Estado: são pessoas a quem ele conheceu pessoalmente nesses três anos e meio de mandato e que ele incentivou para que entrasse na vida pública.
É o caso de um produtor de Campo Largo, no interior do
Paraná. Nos próximos dias, o prefeito colatinense vai àquele Estado para apoiar o aliado que Meneguelli incentivou a se candidatar. O capixaba já esteve também em Búzios, no Rio, para apoiar um candidato ex-lutador de MMA que faz um trabalho social naquela cidade, em Alcobaça, no Sul da Bahia, e em Santa Maria do Pará, a 113 quilômetros de Belém.
"O sentimento é de satisfação em saber que fazendo algo que para mim sempre foi normal deu destaque e visibilidade a Colatina, que hoje é uma cidade conhecida e pesquisada diariamente por muitas pessoas em todo o Brasil e em comunidades brasileiras internacionais", afirma o prefeito.
Os convites brotam como cogumelos. Vêm de Minas Gerais, Amazonas, Rio Grande do Sul, Goiás, Rondônia e Acre. De São Paulo, vieram de três cidades: São José do Rio Preto, Sorocaba e Itaquaquecetuba.
Segundo a assessoria do prefeito de Colatina, ele recebe até ofertas em dinheiro em troca de apoio, mas não aceita, para “não se queimar”.