Em
Dores do Rio Preto, quarto menor município em população do Espírito Santo, o salário do prefeito faz jus ao nome da cidade e está realmente doendo no bolso do cidadão. Thiago Pessotti (PP), o Thiaguinho, eleito no ano passado para comandar o município de apenas 6,8 mil habitantes, recebe R$ 19.142,60 de remuneração.
O caso da cidade capixaba é tão emblemático que acabou indo parar nas páginas da Folha de S. Paulo desta segunda-feira (24). O jornal paulista aponta Dores do Rio Preto, localizada no Caparaó, como uma das 15 cidades brasileiras com menos de 7 mil habitantes cujos prefeitos estão com salários turbinados.
Dores ocupa a 11ª colocação entre as 15 cidades listadas na reportagem. O ranking é liderado por São José do Seridó, município de apenas 4,7 mil habitantes no interior do Rio Grande do Norte.
Na minúscula cidade potiguar, o prefeito Jackson Dantas (MDB) embolsa a incrível quantia de R$ 25 mil, salário mais compatível com grandes e médias cidades brasileiras com orçamento superior a R$ 1 bilhão.
Na
Grande Vitória, por exemplo, onde estão localizadas as quatro cidades mais populosas do Estado, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido) ganha R$ 29 mil; o de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), R$ 27 mil; o da Serra, Weverson Meireles (PDT), R$ 22 mil; e o de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), R$ 19,2 mil.
Portanto, Thiaguinho recebe salário superior ao dos prefeitos da Serra e da Capital, ambas cidades com orçamento bilionário.
Em nota ao jornal, a assessoria da Prefeitura de Dores do Rio Preto afirma que o salário do prefeito é compatível com o porte do município e que o valor do vencimento decorre da necessidade de um alto teto remuneratório à cidade, que "possuía grandes dificuldades para realizar a contratação de médicos”.