A
cloroquina não está servindo mais nem para constar, de forma elogiosa, no decreto do prefeito de Boa Esperança que instituiu a quarentena de 14 dias na cidade do Noroeste do Estado.
Medicamento dos sonhos do
presidente Jair Bolsonaro e dos seus seguidores, o remédio foi retirado do novo decreto com as medidas restritivas, divulgado nesta quarta-feira (17) pelo prefeito Renato Barros (Solidariedade).
O decreto desta quarta, entretanto, ficou um pouco mais enxuto sem o proselitismo ao remédio ineficaz para a Covid e que tanta polêmica vem causando no Brasil durante a pandemia.
“As evidências científicas apontam um impacto favorável na evolução da doença, quando da utilização de cloroquina em pacientes com Covid-19, nos quadros leves, moderados e graves”, considerou o prefeito no primeiro ato, que não informa onde conseguiu encontrar essas “evidências científicas”.
No final do decreto 6.997, cujas medidas valem a partir desta quinta (18) até o próximo dia 31, é informado que o decreto 6.991, o da apologia à cloroquina, foi revogado. A ciência agradece ao sr. prefeito.