Um grupo formado por 47 homens e 14 mulheres que viviam nas ruas de
Colatina receberam apoio da prefeitura e foram convencidos a voltar para suas cidades de origem, inclusive fora do Espírito Santo.
Os sem-teto que receberam passagens da
Prefeitura de Colatina eram provenientes de dois Estados que fazem divisa com o Espírito Santo - Minas Gerais e Bahia - e de cidades do interior do Estado, como Linhares, Pancas, Marilândia, Montanha, Baixo Guandu, São Gabriel da Palha, São Mateus e Itaguaçu.
Mas havia pessoas também da
Grande Vitória, incluindo Vitória, Serra e Cariacica. O serviço foi ofertado pelo Centro Pop colatinense, tem como objetivo identificar e atender pessoas em situação de vulnerabilidade nos espaços públicos do município.
Além da abordagem direta, a equipe atua para garantir o acesso a serviços e benefícios sociais e assistenciais, auxiliando na reconstrução de vínculos familiares e comunitários das pessoas em situação de rua.
“Estamos trabalhando para que as pessoas sejam ouvidas e acolhidas por suas famílias em suas cidades de origem. Oferecemos desde a alimentação, passando pela higiene e o fornecimento de passagem de ônibus. Isso é acolher e entender a situação do outro”, afirma o prefeito Renzo Vasconcelos (PP).
De acordo com a Secretária de Assistência Social de Colatina, Michela Penitente, o trabalho contínuo da abordagem social tem sido fundamental para ampliar o atendimento à população em situação de rua.
“Nosso compromisso é oferecer acolhimento e apoio para que essas pessoas possam reconstruir suas trajetórias. A abordagem social não se trata apenas de encaminhamentos, mas de um trabalho humanizado que busca garantir o acesso a direitos e oportunidades para a reinserção social.”
A secretária explica que neste período do ano, em que começa a colheita de café na região noroeste, o número de moradores em situação de rua aumenta em Colatina. Segundo ela, muita gente chega ao Espírito Santo neste período, não consegue emprego na colheita e acaba não tendo recursos financeiros para voltar para casa, optando por viver nas ruas da cidade.
Em janeiro, estima Michela Penitente, eram 200 moradores em situação de rua em Colatina, mas ela prevê aumento desse contingente nos meses subsequentes por causa dos das pessoas que chegam atraídas pela colheita do café conilon, o predominante na região.
O Centro Pop atua de forma integrada com outros serviços da rede socioassistencial, incluindo unidades de acolhimento, Cras, Creas e programas voltados à inclusão social. Além da identificação de indivíduos em situação de rua, o serviço também atua na prevenção do trabalho infantil e em outras demandas sociais que necessitam de atenção especializada na cidade de Colatina.