O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), anulou no começo da tarde de hoje (21) o ato de nomeação do sargento da reserva da Polícia Militar Aurélio Robson Fonseca da Silva, que iria atuar no seu gabinete. A anulação aconteceu após a coluna entrar em contato com a assessoria da Assembleia para saber por que Musso nomeou um militar condenado em primeira instância pela Justiça. A nomeação foi publicada nesta sexta-feira (21), no Diário do Poder Legislativo.
Aurélio foi condenado no ano passado, junto com o deputado Capitão Assumção (PSL), o ex-soldado Walter Matias Lopes (assessor de Assumção) e os policiais militares Marco Aurélio Gonçalves Batista, Nero Walker da Silva Soares e José Ricardo de Oliveira Silva, por delitos cometidos durante a greve da PM, em fevereiro de 2017.
A sentença foi proferida pela juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal de Vitória. Aurélio foi condenado a três anos e quatro meses de pena no regime aberto, de acordo com a sentença da magistrada.
Vale lembrar que o caso ainda não transitou em julgado. O PM ainda pode recorrer da decisão. Aurélio da Silva foi beneficiado pela anistia administrativa concedida aos PMs grevistas pelo governador Renato Casagrande (PSB), com apenas 15 dias de mandato, em janeiro de 2019.
Após o fim da greve da PM, já em março de 2017, alguns policiais foram presos após o movimento. Destacaram-se as detenções do cabo Maxson Luiz da Conceição Motta Souza, que foi desligado da PM em janeiro deste ano, do tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, e, também, do deputado Capitão Assumção.
Não é a primeira vez que Aurélio vai trabalhar na Assembleia Legislativa. No ano passado, ele atuou de julho a dezembro no setor da reprografia e publicações.