Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Projeto quer assassinar “planta assassina” no Espírito Santo

Espécie exótica considerada inimiga das abelhas já está proibida em alguns municípios capixabas

Publicado em 06 de Maio de 2024 às 16:13

Públicado em 

06 mai 2024 às 16:13
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

A flor da Spathodea campanulata é bela, mas considerada um perigo a algumas espécies de insetos
A flor da Spathodea campanulata é bela, mas considerada um perigo a algumas espécies de insetos Crédito: Divulgação
deputada Janete de Sá (PSB) apresentou um projeto de lei que proíbe imediatamente o plantio, o cultivo e a comercialização de mudas da espécie Spathodea campanulata no Espírito Santo. A planta, também conhecida popularmente como bisnagueira, xixi-de-macaco ou chama-da-floresta, é uma espécie exótica, ou seja, um organismo não natural da região ou país em que está.
A Spathodea campanulata é polinizada por pássaros e lêmures em seu bioma de origem, por isso procura reservar o néctar a esses grupos de seres vivos. Ao longo dos anos, no entanto, a planta desenvolveu mecanismos para proteção contra outros insetos. No Brasil, as principais polinizadoras naturais são as abelhas, um dos insetos que mais morrem ao sugar o néctar da flor desta espécie.
O projeto da parlamentar propõe medidas para a substituição das existentes no Espírito Santo. As árvores deverão ser cortadas e substituídas por plantas nativas. A madeira da planta exótica poderá ser reaproveitada seguindo instruções especializadas. Já as mudas produzidas ou em produção para fins comerciais deverão ser descartadas de acordo com a orientação dos órgãos técnicos.
“A proibição do plantio desta árvore e a substituição das existentes por espécies nativas que não causem mal a nossas abelhas, principalmente, vão contribuir para que não exista desequilíbrio na natureza, preservação dessas e de outras espécies e de nossos beija-flores”, afirma Janete.
A proposta de Janete se une à de especialistas que alertam sobre a periculosidade dessa árvore para o ecossistema e para a cadeia alimentar. “Pesquisadores brasileiros acreditam que uma mucilagem (secreção) presente no botão floral se mistura ao néctar da flor; tal mucilagem é tóxica para as abelhas, que acabam morrendo quando ingerem o néctar. A morte de abelhas nativas pode trazer problemas para o ambiente natural por comprometer a polinização de outras espécies nativas”, alerta a deputada.
Antes de ir para o plenário para votação, o projeto será apreciado pelas Comissões de Justiça, de Meio Ambiente e de Finanças da Assembleia para emissão de parecer.
Em algumas cidades do Espírito Santo, como VitóriaCastelo e Afonso Cláudio, esse tipo de árvore já é proibida.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Mulher roncando
Roncar é perigoso? Especialista explica os riscos e como tratar o problema
Cantor Roberto Carlos comemora os 85 anos em show em Cachoeiro de Itapemirim
Roberto Carlos emociona fãs em show de aniversário em Cachoeiro de Itapemirim
Imagem de destaque
'O dilema de Malaca': por que outra passagem crítica para a navegação gera preocupação no comércio global

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados