A expansão do tráfico de drogas no Espírito Santo tem atormentado, inclusive, pacatas regiões, como a que engloba Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá, Santa Leopoldina, Itarana, Itaguaçu e São Roque do Canaã. Por lá, a
Polícia Militar já aprendeu, neste ano, mais submetralhadoras do que em todo o ano passado.
A revelação foi feita durante a audiência da Comissão de Segurança e Combate ao Crime Organizado da
Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Delegado Danilo Bahiense (PL), que ocorreu nesta quinta-feira (14), na Câmara de Vereadores teresense.
Responsável pela 8ª Companhia Independente da Polícia Militar, que abrange os seis municípios e debate na reunião, o major Sonimarcos Zucolotto pontuou a quantidade de casos de tráfico de drogas na área.
“Já foram 130 ocorrências do tipo neste ano. Tem mudado muito a dinâmica na região. Toda vila do interior tem tráfico de drogas. Já apreendemos, ao longo deste ano, 42 armas de fogo na região: quatro delas foram submetralhadoras. No ano passado inteiro, foram três. São armas de grande poder e calibre. E a justificativa do criminoso é sempre a mesma: para a nossa defesa”, explicou o major.
Bahiense lembrou que há 30 anos era muito difícil encontrar esse tipo de armamento na
Grande Vitória. “Os bandidos só conseguiam ter acesso quando subtraíam essas armas de policiais. Isso é preocupante. A submetralhadora é muito perigosa, porque ela utiliza, por exemplo, munição de pistola e faz rajada de tiros, o que aumenta o poder de fogo dela”, comentou o presidente do colegiado.
Com relação ao tráfico de drogas, o parlamentar lembrou que a área de
Santa Teresa e região está próxima da Grande Vitória, que é o epicentro, no Estado, do crime de entorpecentes.
Além do tráfico de drogas, moradores solicitaram reforço da patrulha rural e integração de tecnologias, como de videomonitoramento, para combater a expansão do crime.