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Leonel Ximenes

Recuos de bateria no Sambão recebem o nome de 2 sambistas do ES

Espaços homenageiam baluartes de duas tradicionais agremiações de Vitória

Publicado em 29 de Janeiro de 2024 às 17:18

Públicado em 

29 jan 2024 às 17:18
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Ditão (tocando tamborim) e Polha: figuras históricas do carnaval homenageadas no Sambão
Ditão (tocando tamborim) e Polha: figuras históricas do carnaval homenageadas no Sambão Crédito: Divulgação
Nenhum sambista capixaba olhará para os dois recuos de bateria no Sambão do Povo da mesma forma, a partir do Carnaval de 2024. O primeiro, antes dos ritmistas entrarem na avenida, agora tem o nome de “Luiz Carlos dos Santos, o Polha”.
Baluarte do samba no Espírito Santo, Polha era um dos grandes personagens do carnaval capixaba, intérprete talentoso que morreu em decorrência de complicações causadas pela Covid-19.
Polha atuou como intérprete e compositor da Novo Império no final dos anos 1980. Era também muito empenhado na construção e montagens de carros alegóricos. Chegou a ser homenageado na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Vitória.
O segundo recuo, por sua vez, foi batizado de “Mestre Ditão”, outro símbolo do carnaval do ES. Ditão foi presidente da escola de samba Unidos de Jucutuquara e morreu após sofrer um infarto fulminante. A escola foi criada no dia 29 de janeiro de 1972 e Ditão foi um dos fundadores. Além disso, ele era mestre de bateria da agremiação e filho de dona Maria Coroa, conhecida benzedeira em Vitória.
A decisão de batizar os dois recuos é da gestão de Edson Neto à frente da Liesge, a Liga das Escolas de Samba. Uma estrutura com nome e foto dos dois homenageados já está nos espaços do Sambão.
“O carnaval capixaba está reverenciando dois ícones que tanto fizeram por suas escolas, e também pela festa em si. Eles amavam o carnaval, respiraram o carnaval e ajudaram, cada um à sua maneira, a fazer o nosso desfile mais especial”, elogia o presidente da Liesge.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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