Esta terça-feira (11), véspera do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil, será marcada como uma das mais tristes e violentas da história de Vitória. Desde cedo a capital capixaba convive com medo, tensão e desespero. Até este momento, no começo da noite, já foram registrados cinco ônibus incendiados (Consolação, Santo Antônio, Parque Moscoso, Enseada do Suá e Praia de Santa Helena) e dois metralhados (Bonfim e Av. Leitão da Silva) A coluna faz um relato desse dia de fúria, dor e perplexidade.
Dentro de um ônibus do Transcol que circula somente na Capital, o motorista avisou que pararia em dois pontos antes de Jesus de Nazareth. Motivo: local perigoso e conhecido pelo tráfico.
Pessoas na rua e dentro de ônibus tiravam fotos do veículo em chamas em frente ao Hortomercado, na Enseada do Suá.
Às 18h, as luzes das salas e gabinetes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) estavam, em sua maioria, ligadas. Pessoal trabalhando.
Pontos de ônibus da Capital ficaram lotados e o trânsito deu um nó em vários locais
Quem teve de pegar corrida pelo Uber sentiu no bolso. O valor foi nas alturas, inclusive para pequenas distâncias.
Os ataques quase que simultâneos viraram assunto das conversas de bares e botecos da cidade. Cada um mostrava o vídeo que recebia.
O prefeito de Vitória,
Lorenzo Pazolini (Republicanos), foi o político mais rápido a falar sobre o dia de caos na sua cidade. Colocou o colete balístico, ao modo Rodney Miranda, e contou as ações da Guarda Municipal na apreensão de dois menores suspeitos de tocar fogo em um ônibus.
O governador
Renato Casagrande se manifestou pelo Twitter e depois, à noite, concedeu entrevistas
Na entrada da Terceira Ponte, onde um coletivo também havia sido atacado pelos marginais e pegado fogo, dezenas de cabos eleitorais balançavam bandeiras de Casagrande. Depois, diante da situação estranha, recolheram o material e foram embora.
As redes sociais foram inundadas com mensagens de marginais ameaçando causar mais estragos na cidade.
O dia foi marcado por sinais de fumaça… preta. Cidadãos especulavam de onde vinha o mais novo ataque.
Leitora da coluna ficou a pé quando foi tentar pegar um Transcol no ponto da Rua Duckla de Aguiar, na Praia de Santa Helena, próximo ao acesso da Terceira Ponte. A moça acabou deparando com um ônibus queimado.
Para piorar o dia de caos, clientes da Claro/Net ficaram sem internet e TV durante toda a tarde nas regiões da Praia do Canto, Barro Vermelho, Santa Lúcia e partes da Enseada do Suá.
A quem interessa esse dia de caos em Vitória?