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Leonel Ximenes

Resgate no valão da Praia da Costa: lei pune quem deixa de prestar socorro

Episódio mostrou o heroísmo de moradores em situação de rua que tentaram salvar idoso do afogamento

Publicado em 20 de Abril de 2025 às 03:11

Públicado em 

20 abr 2025 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Resgate na Praia da Costa após carro cair em valão embaixo da Terceira Ponte
Moradores em situação de rua participam de resgate após carro cair em valão embaixo da Terceira Ponte, na Praia da Costa Crédito: Leitor A Gazeta
O ato heroico de moradores em situação de rua, que se jogaram em um valão podre e fétido para tentar salvar um idoso que caiu com seu carro no canal, na Praia da Costa, lembra a todos nós que o Código Penal Brasileiro pune quem deixar de prestar socorro.
De acordo com o Artigo 135, a omissão de socorro acontece quando é deixado de prestar assistência, em situação na qual é possível fazer sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo, ou em grave e iminente perigo.
“Em situações como essas, se comprovado o delito, a pena é de detenção de seis meses a um ano de prisão ou multa. A pena ainda é aumentada da metade, se da omissão resultar lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resultar a morte”, analisa o advogado criminalista e especialista em Segurança Pública Fábio Marçal.
Mas, no caso da Praia da Costa, o advogado enfatiza que em momento algum houve omissão de socorro - muito pelo contrário. “No caso do canal embaixo da Terceira Ponte, em que houve comoção geral, as pessoas nem pensaram na sua própria saúde para tentar preservar a vida do motorista, que infelizmente faleceu”, lamenta Marçal.
O advogado lembra que a omissão pode resultar em punição em outras áreas. “Na esfera civil, deixar prestar socorro também pode ter implicações em casos de responsabilidade. Se a omissão causar dano a alguém, pode haver responsabilização por omissão culposa, dependendo das circunstâncias”, explicou.

UMA LIÇÃO DE VIDA

Mais do que cumprir fielmente o que dispõe a legislação, aqueles moradores em situação de rua na Praia da Costa, em Vila Velha, deram uma lição de humanidade e de amor à vida do semelhante.
Afinal, não é preciso de lei para amar a vida e respeitar os seres humanos.
Obrigado, irmãos de rua.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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