O mais liberal dos secretários do governador Renato Casagrande (PSB) não gostou do
pacote fiscal apresentado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Felipe Rigoni, que comanda a
Secretaria Estadual do Meio Ambiente, afirmou que no arcabouço fiscal, a presentado pelo governo federal, “há apenas uma certeza de aumento de carga tributária e possivelmente estão contando com a inflação para cumprir a regra”. E vaticinou: “Quem perde? Os pobres do Brasil novamente”.
Ex-deputado federal e atual presidente estadual do União Brasil, Rigoni criticou o arcabouço fiscal do
governo Lula a partir de um artigo publicado pelos economistas Marcos Mendes e Marcos Lisboa, que fizeram uma avaliação preliminar da nova regra fiscal apresentada pelo governo federal em 30 de março.
“Impressiona a ausência completa de revisão de gastos e priorização dos investimentos e programas”, afirmou Rigoni, que não parece otimista com o futuro do arcabouço fiscal do presidente Lula (PT).
“A regra fiscal proposta pelo governo federal, apesar de apontar para uma possível estabilização da dívida, trazendo princípios contracíclicos, o que é muito bom, está complexa demais e me parece muito difícil de ser cumprida”, previu.
Nas suas redes sociais, o secretário de Casagrande concluiu reforçando seu pessimismo. “Uma conclusão é muito clara: a carga tributária terá de aumentar muito para cumprir essa regra, uma vez que cortes de gastos primários não serão feitos por este governo!” (assim mesmo, com sinal de exclamação).
E o
governador Casagrande, será que concorda com o seu secretário de Meio Ambiente em relação ao pacote fiscal do presidente Lula?