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Leonel Ximenes

Secretário de Saúde do ES ironiza Paulo Guedes: "Não chamem ele de comunista"

Filiado ao PCdoB, Nésio Fernandes comentou com bom humor reportagem em que o ministro da Economia admite eficácia do lockdown no combate à pandemia

Publicado em 26 de Março de 2021 às 18:07

Públicado em 

26 mar 2021 às 18:07
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Camarada Nésio e camarada Guedes
Camarada Nésio e camarada Guedes Crédito: Amarildo
Apesar de estar há mais de um ano no olho do furacão e no combate incansável à pandemia de Covid-19, o secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, ainda consegue ser ativo nas redes sociais e mostrar sua fina ironia em algumas postagens. Aconteceu mais uma vez.
Na tarde desta sexta (26), ao comentar uma publicação de A Gazeta no microblog, sobre a declaração de apoio do ministro Paulo Guedes (Economia) ao lockdown como forma de combate à pandemia, o secretário de Saúde, que é filiado ao PCdoB, não perdeu tempo: “Por favor, não chamem ele de comunista”.
O recado subliminar, claro, é para todos aqueles que afirmam que as medidas de restrição adotadas pelos Estados e municípios para combater o avanço da pandemia é “coisa de comunista”. Neste grupo, estão, principalmente, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), crítico de todas as políticas restritivas de locomoção e funcionamento das atividades econômicas.
A ironia é certeira: afinal, o todo-poderoso Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga” do presidente, fez carreira e fortuna no mercado financeiro, atividade intrinsecamente ligado ao liberalismo e o capitalismo, adversários históricos e ideológicos do comunismo.
A tuitada de Nésio Fernandes ironizando Guedes
A tuitada de Nésio Fernandes ironizando Guedes Crédito: Reprodução do Twitter
Na matéria publicada no site de A Gazeta nesta quarta-feira (25), Paulo Guedes, destoando da posição do presidente da República, admite que a adoção do lockdown na pandemia serve para “desacelerar a velocidade de contágio” da Covid-19 enquanto se acelera a velocidade da vacinação.
O ministro da Economia, entretanto, não quis se comprometer em dizer que apoia uma eventual decretação de um lockdown nacional, hipótese há muito rechaçada com veemência pelo seu chefe, Jair Bolsonaro.

ELOGIO AO MINISTRO DA SAÚDE

Ainda no Twitter, o secretário Nésio Fernandes demonstrou ter tido boa impressão no primeiro contato, ainda que virtual, com o novo (e quarto) ministro da Saúde do atual governo, Marcelo Queiroga.
“Ontem tivemos reunião com o Ministro da Saúde @mqueiroga2. O sentimento/expectativa no @ConassOficial [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] é de que o Brasil terá um gestor sério e que expressou responsabilidade nos temas necessários ao enfrentamento à pandemia no país”, elogiou Nésio Fernandes.
Mas quem fere com ironia, com ironia é ferido. Numa postagem recente, Nésio disse que no Brasil do século XXI:  "Médicos precisam explicar que não se inala comprimidos; geógrafos precisam explicar que a terra não é plana; banqueiros precisam defender lockdown para salvar a economia; cientistas precisam explicar que a vacina não transforma ninguém em jacaré". 
Também com muita ironia, um internauta e seguidor do secretário de Saúde no Twitter estocou: "E professor de direito precisa explicar que as garantias constitucionais são para todos". Talvez uma crítica às medidas de restrições adotadas por prefeitos e governadores, inclusive Renato Casagrande (PSB).

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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