O
senador Fabiano Contarato (Rede-ES) ficou em terceiro lugar entre os 50 LGBTs mais influentes do país neste ano, ranking divulgado pela Rede Guiya, publicação especializada no universo gay no Brasil. O parlamentar capixaba ficou atrás apenas da cantora Anitta (1º lugar) e da cantora drag queen Pabllo Vittar (2º).
“Na verdade, quando fui eleito, não foi com nenhuma bandeira neste sentido. A própria matéria fala que lutei e representei contra o presidente [Bolsonaro] na ONU por violação aos direitos dos povos indígenas, das comunidades tradicionais, dos quilombolas. Apresentei uma PEC para determinar paridade nas eleições, com 50% para homens e 50% para mulheres. A escolha do procurador-geral da República ser por lista tríplice”, enumerou o senador, citando causas gerais que não são exatamente do universo gay.
Segundo Contarato, sua atuação é marcada pela defesa da causa da democracia. “Na verdade, a própria matéria evidencia que minha luta é pela permanência e manutenção dos direitos humanos como um todo”, explica. “São minorias, as quais eu chamo de maioria minorizadas.”
O parlamentar capixaba destaca as lutas gerais que marcam sua atuação, que inclui os gays, mas que não se limita a este segmento: “Estou lutando em favor dos pobres, dos negros, das mulheres, dos povos tradicionais, das comunidades indígenas, das comunidades quilombolas, da população LGBTQI+. Estou cumprindo um mandato em defesa dessas maiorias que são minorizadas e que sofrem demais”.
Contarato expressa em números a situação dessas maiorias que ele chama de minorizadas: “No Brasil, 52% da população são de mulheres. Em Salvador, na
Bahia, mais de 83% da população são de pretos e pardos, mas a cidade nunca elegeu um prefeito preto ou pardo. Isso faz parte do racismo e do preconceito estrutural. Na realidade, estou lutando por uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária”, destacou.
A Rede Guiya explica que o ranking não é um catálogo de ativistas em favor da causa gay no país, mas sim pretende relacionar a influência de pessoas LGBTs na sociedade: “Não é o ranking de quem tem mais fama. Muitas pessoas provam que não é apenas por milhares de likes nas redes sociais que se pode causar reverberação na vida de milhões de outras”.
Sobre Contarato, o guia especializado afirma que ele é o primeiro e único senador gay assumido no Brasil. O parlamentar também é citado por ter feito uma denúncia na ONU contra
Jair Bolsonaro porque o presidente vetou trechos da lei que determinava assistência a povos indígenas durante a pandemia.
A publicação vai além e lembra que o senador capixaba incluiu os LGBTs no projeto de lei que aumenta a pena por preconceito e em proposta que pune e capacita agentes de segurança. “Ambos foram aprovados”, destaca o guia que circula em algumas capitais do país, inclusive Brasília.
Por fim, mais elogios a Contarato. “Atuou para algo histórico: a iluminação arco-íris do
Congresso Nacional. Além disso, ficou em segundo lugar na escolha dos jornalistas do prêmio Congresso em Foco como melhor senador”.
Outros famosos LGBTs integram a lista da Rede Guiya, que inclui artistas, políticos, jornalistas e ativistas. Estão na relação, por exemplo, os atores Thammy Miranda (18º) e Paulo Gustavo (12º); a cantora de funk Ludmilla (11º); a viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício (17º); a jornalista Fernanda Gentil (22º); e o deputado federal e ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (21°), entre outras personalidades.