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Leonel Ximenes

Senador Contarato é escolhido o 3° LGBT mais influente do país

Parlamentar capixaba, que ficou em 13° lugar  no ano passado entre os 50 mais, em 2020 foi superado  apenas por Anitta e Pabllo Vittar

Publicado em 23 de Dezembro de 2020 às 10:45

Públicado em 

23 dez 2020 às 10:45
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Contarato com os filhos Gabriel e Mariana
O senador Contarato e seus filhos, Gabriel e Mariana Crédito: Álbum de família
senador Fabiano Contarato (Rede-ES) ficou em terceiro lugar entre os 50 LGBTs mais influentes do país neste ano, ranking divulgado pela Rede Guiya, publicação especializada no universo gay no Brasil. O parlamentar capixaba ficou atrás apenas da cantora Anitta (1º lugar) e da cantora drag queen Pabllo Vittar (2º).
A posição de 2020 significa aumento da influência do senador no universo LGBT no país. No ranking do ano passado, Contarato apareceu pela primeira vez, mas na 13ª colocação entre os 50 gays mais influentes. O primeiro em 2019 foi o jornalista Gleen Greenwald, seguido por Anitta e Vittar.
“Na verdade, quando fui eleito, não foi com nenhuma bandeira neste sentido. A própria matéria fala que lutei e representei contra o presidente [Bolsonaro] na ONU por violação aos direitos dos povos indígenas, das comunidades tradicionais, dos quilombolas. Apresentei uma PEC para determinar paridade nas eleições, com 50% para homens e 50% para mulheres. A escolha do procurador-geral da República ser por lista tríplice”, enumerou o senador, citando causas gerais que não são exatamente do universo gay.
Segundo Contarato, sua atuação é marcada pela defesa da causa da democracia. “Na verdade, a própria matéria evidencia que minha luta é pela permanência e manutenção dos direitos humanos como um todo”, explica. “São minorias, as quais eu chamo de maioria minorizadas.”
O parlamentar capixaba destaca as lutas gerais que marcam sua atuação, que inclui os gays, mas que não se limita a este segmento: “Estou lutando em favor dos pobres, dos negros, das mulheres, dos povos tradicionais, das comunidades indígenas, das comunidades quilombolas, da população LGBTQI+. Estou cumprindo um mandato em defesa dessas maiorias que são minorizadas e que sofrem demais”.
Contarato expressa em números a situação dessas maiorias que ele chama de minorizadas: “No Brasil, 52% da população são de mulheres. Em Salvador, na Bahia, mais de 83% da população são de pretos e pardos, mas a cidade nunca elegeu um prefeito preto ou pardo. Isso faz parte do racismo e do preconceito estrutural. Na realidade, estou lutando por uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária”, destacou.
A Rede Guiya explica que o ranking não é um catálogo de ativistas em favor da causa gay no país, mas sim pretende relacionar a influência de pessoas LGBTs na sociedade: “Não é o ranking de quem tem mais fama. Muitas pessoas provam que não é apenas por milhares de likes nas redes sociais que se pode causar reverberação na vida de milhões de outras”.
Sobre Contarato, o guia especializado afirma que ele é o primeiro e único senador gay assumido no Brasil. O parlamentar também é citado por ter feito uma denúncia na ONU contra Jair Bolsonaro porque o presidente vetou trechos da lei que determinava assistência a povos indígenas durante a pandemia.
A publicação vai além e lembra que o senador capixaba incluiu os LGBTs no projeto de lei que aumenta a pena por preconceito e em proposta que pune e capacita agentes de segurança. “Ambos foram aprovados”, destaca o guia que circula em algumas capitais do país, inclusive Brasília.
Por fim, mais elogios a Contarato. “Atuou para algo histórico: a iluminação arco-íris do Congresso Nacional. Além disso, ficou em segundo lugar na escolha dos jornalistas do prêmio Congresso em Foco como melhor senador”.
Outros famosos LGBTs integram a lista da Rede Guiya, que inclui artistas, políticos, jornalistas e ativistas. Estão na relação, por exemplo, os atores Thammy Miranda (18º) e Paulo Gustavo (12º); a cantora de funk Ludmilla (11º); a viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício (17º); a jornalista Fernanda Gentil (22º); e o deputado federal e ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (21°), entre outras personalidades.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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