O socol, famosa carne embutida de porco produzida na região das montanhas capixabas, já pode ser vendido para todo o país por cinco empresas. A quinta autorização foi concedida a um estabelecimento de
Domingos Martins. Os demais são de
Venda Nova do Imigrante. Essas empresas receberam o selo ARTE, que identifica produtos de origem animal produzidos de forma artesanal. A certificação é conferida pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do ES (Idaf).
A base de dados do Selo ARTE, até o fim do ano passado, era formado pelo socol, juntamente com doce de leite de Mato Grosso do Sul, queijo minas artesanal, queijo artesanal serrano (de Santa Catarina), além da linguiça tradicional de Maracaju, outro município de Mato Grosso do Sul.
E o que é um produto de origem animal artesanal? São todos os elaborados com predominância de matérias-primas de origem animal, a partir de técnicas prioritariamente manuais e por quem tenha o domínio integral do processo.
Os alimentos, que serão submetidos ao controle do serviço de inspeção oficial, devem ter fabricação individualizada e genuína, que mantenha a singularidade e as características tradicionais, culturais ou regionais, sendo devidamente identificados com o selo ARTE.
Os ingredientes industriais ou químicos, se possível, devem ser evitados, no entanto, para garantir a conservação, alguma adição pode ser admitida.
As cinco empresas certificadas são: Agroindústria Tio Vé; Agroindústria Bela Toza; Carnielli Alimentos; Agroindústria Sítio Tapera; e Fábrica de Produtos Cárneos Viande. Este último, o único de Domingos Martins na relação, recebeu a autorização na última sexta-feira (19).
“O socol uma potência gastronômica, cultural e singular, que só tem aqui no Espírito Santo, e vem ganhando destaque em todo o País”, destacou Mário Louzada, diretor-presidente do Idaf.