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"Sou fiel a Max e não tenho acordo com Arnaldinho"

Não reeleito depois de 28 anos de mandato, o presidente da Câmara de Vila Velha diz, nesta entrevista exclusiva,  que não quer mais voltar a ser vereador, sustenta que a lei não permite que ele volte à presidência da Casa e afirma que continua apoiando o prefeito

Publicado em 22 de Novembro de 2020 às 12:41

Públicado em 

22 nov 2020 às 12:41
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Alçado a personagem central da eleição em Vila Velha, o presidente da Câmara, Ivan Carlini (DEM), vem a público pela primeira vez dar sua versão sobre um suposto acordo que ele teria feito com o candidato Arnaldinho Borgo, de voltar ao comando do Legislativo - pela sétima vez seguida - caso o candidato do Podemos seja eleito prefeito no próximo domingo (29).
A suposta manobra tem sido o principal mote de campanha do prefeito Max Filho (PSDB) neste segundo turno. Segundo o tucano, que disputa a reeleição, Arnaldinho levaria o vereador Rogério Cardoso, o único eleito pelo DEM, para o secretariado da PMVV, o que abriria vaga na Câmara para o primeiro suplente, que é exatamente Ivan Carlini.
Carlini, entretanto, nesta entrevista exclusiva, desmente Max Filho, diz que continua apoiando a reeleição do prefeito tucano e nega ter feito acordo com Arnaldinho Borgo: “Sou fiel a Max e, além disso, pela lei, um vereador suplente não pode assumir a presidência da Mesa Diretora. Max está mal-informado”, sustenta Ivan, que não conseguiu se reeleger depois de sete mandatos consecutivos (28 anos) reinando na Casa.

O senhor ficou muito abalado com a sua derrota depois de 28 anos de mandato?

De jeito nenhum. Tive 3.502 votos e fui o terceiro mais bem votado em Vila Velha com 509 candidatos disputando a Câmara Municipal. Embora não tenha sido eleito, me sinto como se tivesse ganhado a eleição. Fui reconhecido pelo povo de Vila Velha. Algumas pessoas que trabalham comigo há muitos anos, sim, essas ficaram tristes.

Não ficou alguma mágoa?

Claro que não. Estou em final de carreira política, tenho 60 anos de idade e 36 anos de contribuição previdenciária. Já dei entrada no meu pedido de aposentadoria. Sou servidor do Incra. Só tenho a agradecer a Deus e ao povo de Vila Velha.

O que o senhor vai fazer a partir de 1º de janeiro?

Vou cuidar da minha vida particular, descansar um pouco e curtir mais a minha família.

Mas o candidato Max Filho afirma que existe um acordo entre Arnaldinho Borgo  e o senhor para levá-lo de volta à presidência da Câmara a partir de janeiro. Procede?

Não tenho acordo nenhum com Arnaldinho Borgo, isso é um grande mentira. Meu partido, o DEM, está coligado com Max. Fui Max no primeiro turno, sou Max no segundo e serei Max até o dia 31 de dezembro, quando se encerra meu mandato na Câmara de Vila Velha e no comando da Mesa Diretora.

Se for eleito prefeito, Arnaldinho não poderia levar o vereador Rogério Cardoso, eleito pelo seu partido, para o secretariado na prefeitura e o senhor, como primeiro suplente, voltar à Câmara e ser presidente pela sétima vez consecutiva?

Isso é impossível, não tem a menor possibilidade de isso acontecer. Pela lei, vereador suplente não pode assumir a presidência da Câmara porque, exatamente por ser suplente, pode deixar a Câmara a qualquer momento com a volta do titular. Além disso, a Mesa é escolhida em 1º de janeiro com os vereadores que foram eleitos agora, o que impossibilitaria a eleição de qualquer suplente.

Mas, mesmo com seu partido na coligação de Max, o senhor não estaria informalmente apoiando Arnaldinho Borgo?

Repito: sou fiel, apoiei o 45 no primeiro turno e vou continuar apoiando no segundo turno até 31 de dezembro. Vou até o final com Max.

Mas por que o prefeito está dizendo que o senhor tem um acordo com o adversário dele?

É muita falta de consideração de Max comigo. Max veio aqui em casa almoçar, antes das eleições, vem aqui em casa tomar cafezinho. Ele está enganado, está mentindo.

O senhor tem uma boa relação com o prefeito?

Claro. Há quatro anos, fui eleito por unanimidade para presidente da Câmara de Vila Velha, inclusive com o apoio dos vereadores ligados a Max. Ele mandou sua base votar em mim, liderei uma chapa única.

O senhor diz que apoia Max, entretanto há pessoas próximas ao senhor que estão com Arnaldinho Borgo. Como explica isso?

Não posso segurar meus aliados que estão com Arnaldinho. Uns apoiam ele, outros apoiam Max, não tenho esse controle. Respondo por mim: vou até o final com Max.

E como vai deixar a Câmara para seu sucessor?

A Câmara de Vila Velha tem mais de R$ 2 milhões em caixa. E também não permitirei que o salário dos vereadores da próxima legislatura seja aumentado. Fica tudo do jeito que está.

O senhor gostaria de continuar na Câmara como vereador?

Não quero voltar. Deus sabe o que faz.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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