Em relação ao
Detran-ES, alega Vaccari, as quantias recebidas referem-se ao período em que ele ainda trabalhava regularmente no governo e, portanto, não precisavam ser estornadas aos cofres públicos.
Vaccari, por meio de seu advogado de defesa, enviou à coluna a comprovação de que pediu ao governo do Estado seu desligamento formal dos dois conselhos,
após saber também pela coluna, no dia 3 de maio, que continuava a receber gratificações (jetons) como conselheiro dos dois órgãos da administração estadual.
Até o dia em que foi exonerado do governo, Vaccari, já havia acumulado R$ 19 mil em gratificações pela participação nos dois conselhos do Estado. Mas mesmo com seu afastamento, esses recursos continuaram a ser pagos ao ex-subsecretário, de acordo com o
Portal da Transparência.
No Conselho da Ceasa, o rendimento bruto de Vaccari era de R$ 2.663,10 – com valor líquido de R$ 1.930,75. Já pelo Detran, o valor bruto da participação mensal no conselho era de R$ 1.815,75 – com quantia líquida de R$ 1.316,42. Assim sendo, foram R$ 3.247,17 de ganhos com essas atividades extras.
Vaccari, ainda por meio de sua defesa, deu pela primeira vez sua versão a respeito da continuidade do pagamento de jetons pelo
governo do Estado. De acordo com o advogado Israel Domingos Jorio, o governador tomou as providências necessárias para desligar o antigo colaborador a partir da veiculação da notícia na coluna, no dia 3 de maio.
“Rodrigo Vaccari pediu o desligamento no mesmo dia da notícia, referentemente a suas posições em ambos os conselhos. O processo foi agilmente movido pelo governador, mas ficou parado na Ceasa”, explicou o advogado.