O ano que vem pode ser igual a este que está passando. Longe da alegria da (adaptada) marchinha carnavalesca, o clima é de apreensão entre os empreendedores do agroturismo e os organizadores da tradicional Feira Sabores da Terra da Praça do Papa, que mais uma vez está ameaçada de não ser realizada, pelo segundo ano consecutivo.
A maior feira do setor no Espírito Santo, promovida nos meses de junho ou julho, em
Vitória, não foi realizada este ano e, até agora, não há garantias de que será em 2025. O motivo é o mesmo: falta de patrocínio para bancar os custos estimados em R$ 1,4 milhão.
Organizador da feira, o empresário Ademir Dadalto aponta a falta de apoio para não ter lançado a Sabores da Terra em 2024, depois de quase duas décadas, e teme que ela não seja promovida no ano que vem também.
“Depois de 19 anos, não consegui viabilizar este evento porque não tivemos recursos da Aderes e do
Sebrae-ES, que sempre foram parceiros”, lamenta Dadalto, referindo-se à Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo do governo do Estado e ao Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
O promotor da feira afirma que agora está tentando obter recursos por meio de emendas parlamentares de deputados federais e senadores do Espírito Santo. Ele diz que também já conversou com o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), pedindo apoio.
Segundo o empresário, a Sabores da Terra reúne cerca de 250 pequenos
empreendedores do agroturismo capixaba. No evento, ele destaca que os produtores se tornam mais conhecidos do grande público e conseguem viabilizar acordos comerciais nos quatro dias da feira na Praça do Papa. De acordo com Dadalto, a participação dos expositores é gratuita, ou seja, não são cobradas taxas pela organização da feira. A entrada para o público também é gratuita.