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Leonel Ximenes

Tragédia de Mariana: Inglaterra nega recurso da sócia da Vale na Samarco

Mineradora britânica queria que a ação indenizatória dos atingidos pelo rompimento da barragem mudasse de tribunal

Publicado em 09 de Junho de 2023 às 02:11

Públicado em 

09 jun 2023 às 02:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

A Suprema Corte da Inglaterra rejeitou recurso da mineradora BHP Billiton que pedia que a ação indenizatória de atingidos pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, em 2015, passasse a tramitar pela Corte, e não mais pela Justiça de Londres.
Sócia da Vale no comando da mineradora que tem operações no Espírito Santo e em Minas Gerais, a BHP buscava evitar que a ação, assinada por 700 mil atingidos, entre empresas, municípios, pessoas físicas e associações, continuasse tramitando na Corte da capital inglesa.
A ação na Inglaterra, movida pelo escritório de advocacia global Pogust Goodhead, já é considerada o maior processo coletivo do mundo. A indenização pode chegar a US$ 44 bilhões, o equivalente a R$ 230 bilhões, segundo o escritório.
Tragédia de Mariana Inglaterra nega recurso da sócia da Vale na Samarco
O total estimado leva em conta a soma dos juros de 12% ao ano sobre as indenizações devidas por mais de sete anos. O valor é muito superior aos US$ 3,4 bilhões de dólares que a BHP reservou para cobrir sua responsabilidade pelo desastre ambiental.
Em nota, a BHP disse que a decisão é processual e não tem relação com qualquer julgamento de mérito da ação em curso na Corte Inglesa.
Há cerca de duas semanas, a Justiça marcou a primeira audiência do caso para outubro de 2024.

TRAGÉDIA MATOU 19 E ATINGIU O RIO DOCE

Em 5 de novembro de 2015 a barragem do Fundão, administrada pela Samarco - empresa liderada pela BHP e Vale - entrou em colapso, despejando 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos tóxicos. O rompimento matou 19 pessoas após a avalanche de lama atingir a comunidade de Bento Rodrigues.
O mar de lama ainda percorreu 700 quilômetros ao longo da bacia do Rio Doce e desaguou no litoral do Espírito Santo, em Linhares. O resíduo destruiu comunidades inteiras, impactou dezenas de municípios ao longo do rio e contaminou o abastecimento de água da região.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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