Um triste dado revela como os acidentes nas estradas, avenidas e ruas tiram precocemente a vida no
Espírito Santo. Segundo informações do Observatório do Trânsito, de janeiro a outubro, três a cada cinco mortos nas vias públicas tinham menos de 45 anos de idade.
Ao todo, os 10 meses acumularam 674 mortes. Desse total, 18% dos óbitos foram de pessoas com idades entre 35 e 44 anos; 20%, de 25 a 34; 18%, de 15 a 24; e 3%, de até 14 anos.
Para o advogado especialista em Direito do Trânsito Fábio Marçal, algumas condicionantes explicam o porquê desta efemeridade.
“Vemos pessoas que estão expostas no dia a dia do trabalho, algumas delas usando motocicletas e sem habilitação. E infelizmente essa maioria das vítimas é de homens. O Observatório nos mostra que 82% dos mortos eram do sexo masculino”, observou o jurista.
Segundo Marçal, além da conservação e sinalização das vias, um fator que pode ajudar – e muito – a preservar vidas é a educação no trânsito desde cedo nas escolas.
“Existe norma no
Código de Trânsito que determina que a legislação seja matéria curricular dos adolescentes já nas escolas, mas isso não vem acontecendo”, lamenta.
Portanto, obedecer à legislação é fundamental, especialmente em momentos nos quais as estradas ficam cheias, como na época do Natal e do Ano-Novo.